terça-feira, 11 de agosto de 2009

Industrias Margon

Natural da Eslovênia (que viria a compor com mais 5 repúblicas a Iuguslávia) na sua chegada a Catalão, João Margon trabalhou no curtume de Antônio Kotnik. Casado com Da. Tereza Muller, não se acomodou e quando lhe foi possível adquiriu do Sr. João Vaz u,a pequena charqueada e não se contentou em industrializar somente a carne. Sua experiência de curtidor, levou-o a trabalhar o couro montando uma selaria e uma sapataria. Para isso, teve que montar uma pequena usina hidroelétrica no Ribeirão Pirapitinga e com isso conseguiu modernizar suas atividades. Montou uma fábrica de gelo, uma olaria e chegou a ter cem funcionários trabalhando em seus empreendimentos.
A imigração, durante o período compreendido entre o fim do século XIX e primeiras décadas do século XX, acomodou, em terras catalanas, os maiores contingentes de estrangeiros, principalmente de árabes (sírios e libaneses). A presença do estrangeiro entre os da terra, certamente conduziu o cotidiano da cidade a uma trajetória de colisão entre culturas distantes, não só do ponto de vista geográfico, como também no aspecto da estranheza, do desconhecido e do novo. O fato, entretanto, é que não só o estrangeiro teve que se adaptar a uma realidade totalmente nova, como também os locais assimilaram e se apropriaram de aspectos culturais dos recém chegados.
Vejam o trecho de uma carta que o Sr. João Margon escreveu para os seus familiares na Eslovênia: “O clima é sadio, e o comércio progride com lentidão. Os habitantes aqui são preguiçosos e indolentes no trabalho, porém bons bebedores de pinga e fanfarrões de primeira qualidade e ainda melhores para atirar com fuzil, por detrás das cercas, com o objetivo de assassinar alguém e não passa um dia sem que matem alguém”.
(Fonte: Imigrantes em Catalão – Antônio Miguel Jorge Chaud)


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