sexta-feira, 30 de abril de 2010

Da. Iaiá

Rosentina de Sant'Anna e Silva, a professora Da. Iaiá, e sua família: o marido Hermógenes e os filhos Sebastião, Isa e Bá.
Da. Iaiá nasceu na cidade de Goyás em 1891 filha de Da. Bárbara Augusta de Pádua Fleury e Joaquim Augusto de Sant'Anna. Veio para Catalão em 1920 já casada desde 1911. Seu marido tornou-se Agente dos Correios e com a criação do Externato Sant'Anna, tanto a agência dos correios quanto a escola fuincionavam na mesma casa onde a família residia.

O Jardim Público

Fotografia interessante que, comparada a outra logo abaixo, mostra quão intensas foram as transformações nas imediações da Praça Getúlio Vargas que, à época deste registro, chamava-se apenas Jardim Público. A ausência do prédio dos Faiad, inaugurado em meados da década de 1930, sugere aqui um dia na década de 1920. Observem que o tanque da praça tinha outra forma e que o coreto, passado quase um século, continua o mesmo

Pneus São Bento


A mesma renovadora de Pneus São Bento, anos depois. Nesta fotografia a Av. José Marcelino já está asfaltada. Acredito que a época seja início dos anos 1970. Onde hoje está a DPaschoal, em meados da década de 1970 foi instalada uma concessionária Massey Fergusson. Nesta fotografia ela ainda não existia.

Pneus São Bento


Uma outra fotografia deste mesmo local, publicada anteriormente, porém de um ângulo diferente, suscitou a dúvida de onde seria. Contudo, a fotografia acima tratou de tirar aquela dúvida: o local é, de fato, a Renovadora de Pneus São Bento em seus primórdios. À esquerda, observem, bem na ponta da carroceria do caminhão é possível ver uma parede com a inscrição "JK". (clique na imagem para ampliá-la). Os veículos estacionados são (da direita para esquerda): Pick up Willys, Fusca, DKW Vemag (Vemaguete), Opala, Rural Willys, Camionete Chevrolet Brasil, Caminhão Chevrolet D-60 e um Caminhão Mercedes. A Vemaguete,salvo engano, de origem alemã,foi fabricada no Brasil até 1967,quando, então, foi adquirida pela Volkswagen. Era um veículo com motor de 3 cilindros de 2 tempos, ou seja, queima gasolina e óleo ao mesmo tempo, a exemplo das conhecidas "garelis" e com alavanva de câmbio na coluna de direção.

Novamente a praça

(observemA praça Getúlio Vargas já foi um dos cartões postais de Catalão. Em outras décadas as pessoas ali se reuniam nas noites dos fins de semana, hora para assistir a banda tocando no coreto, hora para, simplesmente, passear em suas calçadas. Nesta fotografia da década de 1950 notamos que a Santa Casa ainda estava sendo construída (observem por trás do prédio dos Faiad). No local onde hoje está o Banco Mercantil, reparem, ainda estava vazio e, em 1959, naquele espaço foi erguido ranchão para as comemorações do centenário da cidade. Ao lado o Bar Antárctica, de propriedade de José Pedro e mais à esquerda é possível ver as escadarias do Salão de FEstas do CRAC. Hoje o tanque da praça não tem mais as formas originais.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Jairo Guerreiro

O ano é 1972 de acordo com o próprio Jairo Guerreiro (encostado no caminhão). O local, de acordo com ele, é no interior da Bahia (próximo a Jequié) para onde ele estava transportando Charque, produzido aqui em Catalão. O caminhão, um Alfa Romeo D-11000 ano 1958, pertencia a Wilsom Mendes e foi vendido, tempos depois, para este que está agachado, caminhoneiro de Uberlândia. Observem na parede um quadro indicando as distâncias daquele local em relação às principais cidades do país. Jairo Guerreiro, que reside em Catalão, em frente à antiga delegacia de polícia, gosta de cantar e até já gravou discos e, por ocasião de uma apresentação de Waldick Soriano em nossa cidade, Jairo foi convidado a subir ao palco e, junto com seu ídolo, soltou a voz. Sonho realizado.

Um poste, um fusca e...

O Colégio Mãe de Deus, funcionando desde 1921. Nesta fotografia a Av. 20 de Agosto está sendo preparada para receber o calçamento de paralelepípido, que aliás, não foi retirado, sendo pois, coberto com lama asfáltica. A fotografia mostra que os postes n fixados na calçada do lado direito são de cimento e a iluminação pública de lâmpadas de gás mercúrio. Do lado esquerdo, os postes de sucata de trilhos da estrada de ferro ainda não haviam sido retirados. Por uma incrível coincidência, pelo início da décadade 1970, Victor Ulhôa (irmão do Fernando Ulhôa - SAE) e meu irmão Fernando, estavam em um fusca dirigido por Victor que, altas horas da noite, não conseguiu desviar deste primeiro poste que aparece na fotografia e... Bem, o estrago foi substancial, não só no fusca como também no rosto dos ocupantes do veículo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pneus São Bento? É possível

Esta fotografia, não posso afirmar com muita certeza, mas me parece ser dos primórdios da Renovadora de Pneus São Bento, situada na Av. José Marcelino, em frente à Matriz São Francisco. Nela é possível ver um Opala o que indica que esta foto é posterior ao ano de 1967. O Opala foi apresentado ao público no Salão do Automóvel, em São Paulo, no ano de 1968. Fica, pois a dúvida em relação ao local da fotografia e para dirimí-la, conto com a colaboração de vocês.

20 de Agosto

Av. 20 de Agosto no trecho entre as ruas Egerineu Teixeira e Evangelino Meireles (a rua do Posto Saturno). à direita a primeira casa é de Wisner Tartuci (onde reside com a família até hoje). Onde hoje está a Terrafértil, nessa época morava familiares de Salomão Faiad, irmão de Nasr Faiad e avô de Adib Elias. O carro branco que aparece é um Simca Tufão. Recordo-me de alguns proprietários de modelo igual ao mostrado: Dr. Jamil Sebba, Antônio Ribeiro e Zecão. Havia outros, mas, branco, são estes de que me lembro. Observem nas luminárias públicas: já eram de luz branca,de gás mercúrio. A camionete é uma Chevrolet Brasil do início da década de 1960. Detalhe curioso: observem o canto da carroceria de onde foi tirada esta fotografia e comparem com a fotografia abaixo. Seria a mesma carroceria? Nesta e na fotografia abaixo, ao que parece, a intenção é mostrar um comparativo entre os dois tipos de postes, já que, antes da utilização de poste de cimento, a 20 de Agosto, também, tinha postes de trilhos da estrada de ferro..

Av. Brasil (depois Farid Miguel Safatle)

Esta fotografia, a julgar pelo Fusca à esquerda, é posterior ao ano de 1966. O suporte de placa traseiro, conforme aparece no modelo, equipa os Fuscas a partir de 1967. E o local, onde seria? Após me deter por alguns minutos diante da imagem, não tive dúvidas: é a Av. Farid Miguel Safatle (antiga Av. Brasil), no trecho compreendido entre o cruzamento da Av. José Marcelino e a Rua Americano do BRasil, a rua do Banco do Brasil. À direita, na esquina, funcionava a farmácia de João de Melo e hoje está instalada a Savana Imóveis. Bem ao fundo, do lado direito o sobrado de Dolores Aires, o Dolorim, pai do Dr. Dejair Aires. Um pouco antes está a Casa N. Sra. de Fátima, de Nicolau Abrão, que vendia gêneros alimentícios, artigos para presentes, utilidaes para o lar. Do lado esquerdo, lá na esquina da José Marcelino, as instalações da revenda Antárctica, de propriedade de Zacarias Abrão, filho de Nicolau Abrão. Detalhe interessante: o primeiro poste é de madeira, provavelmente aroeira (ainda existem muitos deles instalados na cidade, principalmente no bairro N. Sra. Mãe de Deus) e os demais são sucata de trilhos da estrada de ferro. A casa em frente ao fusca é onde residia Mário Cortopassi.

João XXIII

Meados da década de 1960. A Av. João XXIII sendo preparada para ser asfaltada durante administração de Bento Rodrigues de Paula o qual, tendo sido eleito vice prefeito na chapa de Leovil, assumiu o executivo municipal nos dois últimos anos do mandato. Na ocasião, o candidato derrotado nas urnas foi Arédio Teixeira Duarte. Nesta fotografia notamos pouos imóveis cosntruídos. O destaque fica por conta do prédio da antiga Refinaria de Açúcar onde hoje existe uma loja de materiais de construção e ferragens (Mateco) e ao fundo a casa paroquial e Nova Matriz.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Missão Cruls

Fotografia de 1892 da Missão Cruls, tendo ao fundo a cidade de Catalão. A Missão Cruls, liderada pelo belga Luiz Cruls, chefe do Observatório de Astronomia do Rio de Janeiro, foi constituída por determinação do então Presidente da República Floriano Peixoto, com o objetivo de realizar a demarcação do local que serviria para assentar a nova capital federal.
Os integrantes da Missão Cruls

Banco do Commércio

Fotografia da década de 1940. Estas pessoas estão perfiladas em frente ao Banco do Commércio e Indústria de Minas Gerais (observem a placa fixada ao centro). Neste local, que fica na Av. 20 de Agosto em frente à Prç. Getúlio Vargas, anos mais tarde, funcionou o comitê da campanha de Leovil e Bento (prefeito e vice respectivamente). Funcionou, também, o bar Taco de Ouro e, mais recentemente, o HSBC. Entre os presentes, identifiquei, bem à direita, Sr. Júlio Paschoal e Dr. Jamil Sebba e, mais para o centro, Antônio Azzi. Identifique mais alguém e deixe um comentário.

Vandeval para vereador

Vandeval Florisbelo durante a campanha eleitoral pra Prefeito de Catalão no ano de 1996 em que Eurípedes Pereira foi eleito. Na fotografia, Vandeval, então candidato a vereador e que já cumprira o mandato por duas legislaturas (salvo engano) está acompanhado de seus filhos, Tulio e Thaís. Thaís traja camiseta com a inscrição: sou jovem, sou Haley. Aliás a expressão "Jovem" sempre foi uma maneira que Vandeval, então professor de matemática, usava para se dirigir aos alunos. Thaís está terminando o curso de medicina. Túlio faz direito no CESUC e Thiago faz residência em cardiologia no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

Vandeval e Iris


Vandeval Florisbelo e Íris Resende Machado. À direita está Valeriano. Fotografia da década de 1980 e suspeito ser durante campanha para governador em que Íris foi eleito pela primeria vez, todavia, a ausência de algum tipo de material de campanha indica uma outra possibilidade deste encontro. Talvez uma das várias vezes em que, já eleito, Iris esteve em Catalão para inaugurar obras, encontros políticos, lançamento de candidaturas, etc.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Redenção

Acima o poema de autoria de anthero da Costa Carvalho e que teria sido pscografado por Chico Xavier. Apenas uma correção: o ano da morte de Anthero é 1936.

A Kambota

A saudosa Churrascaria Kambota, um dos "points" de Catalão, em fase final de acabamento. A Kambota ficava onde funcionou a Bettu's Pizzaria, na Av. 20 de Agosto. Foi inaugurada no final da década de 1960. Sua construção era rústica, cercada de bambú. No início eram 3 sócios: Carlos Goulart, Jorge Elias e, salvo engano, Marion Abrão. Posteriormente, Jorge Elias tocou o estabelecimento sozinho. Nessa época, Maria Tereza, filha de Jorge, contraiu meningite e faleceu aos 14 anos. Porque o nome Kambota? Cambota é o nome dado à metade de uma roda de carro de boi. Logo na entrada dachurrascaria havia uma cambota fixada na parede. Em 1969, quando o exército esteve em missão aqui em Catalão, a Kambota estava lotada. De repente o Delegado Dr. Jamil (completamente bêbado), acompanhado de um contingente de policiais e soldados, entraram pelo salão pedindo documentos para os presentes. Ao saírem, Márcio Hummel deu uma risada das mais escandalosas e lá vem a tropa de novo com o delegado à frente questionando pelo"engraçadinho". A confusão estava formada. A Kambota funcionou atépor volta de 1975.

Praça D. Emanuel

A Praça D. Emanuel, praça da Velha Matriz, aqui é vista em obras. Provavelmente, recebendo o calçamento de bloquetes. Aqui, a rua Bela Vista já está calçada, o que indica que estamos em fins da década de 1960, início de 1970. Do lado direito está a Casa das Catesquistas, ordem dirigida por Irmã Yolanda. Onde se vê uma Lambreta na calçada tinha um açougue; em seguida o armazém de Catarina Sebba (onde hoje está a sorveteria Progresso). Ao fundo (onde hoje está o Sacolão da Economia, ficava o Armazém do Mário (filho de João Miguel Safatle - o João Farid). Mário, irmão do Dr. William Safatle, tinha deficiência auditiva, de forma que a freguesia tinha que aumentar o volume da voz para fazê-lo entender.

Igreja Metodista

Hoje, dessa igreja nada ficou. Minhas suspeitas é de que ela ficava na Rua Frederico Campos. Em seu lugar, um outro templo foi erguido.

João Meireles Jr.

João Meireles Jr., filho de João Meireles e Da. Dulce. Casou-se com Da. Lúcia Marcelino e tropuxeram ao mundo Liliane, Hugo, Gilberto, José e Ronaldo. João Meireles era fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás. Nesta fotografia ele aparece com seu traje de maçon. Ao fundo aparece o hoje odontólogo Wilson Moreira.

Homenagem a Wagner Estelita Campos

Quinta feira, 22 de abril, recebi o texto abaixo:

BOA TARDE!
O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO FARÁ UMA HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE ANIVERSÁRIO DO MINISTRO WAGNER ESTELITA CAMPOS, DIA 26 DE MAIO DE 2010 AS 10:00H NO PLENÁRIO DA CORTE DE CONTAS. GOSTARÍAMOS DE CONVIDAR TODA A FAMÍLIA E AMIGOS QUE FIZERAM PARTE DA SUA TRAJETÓRIA PARA COMPARTILHAR CONOSCO DESSE MOMENTO ESPECIAL.
PARA MAIORES INFORMAÇÕES DEIXAMOS O NOSSO TELEFONE DE CONTATO EM BRASÍLIA:
ASSESSORIA DE CERIMONIAL
SALA MINISTRO HENRIQUE DE LA ROCQUE
SEDE DO TCU.
(61) 3316-7275 - 3316-7916 - 3316-5195.
AGRADECEMOS AS INFORMAÇÕES QUE PUDEREM NOS FORNECER PARA O EVENTO SOBRE A VIDA E FAMÍLIA DO MINISTRO WAGNER, AS QUAIS PODERÃO SER ENCAMINHADAS POR E-MAIL DE: deisepg@tcu.gov.br; aparecidaab@tcu.gov.br e sorayamd@tcu.gov.br.
Atenciosamente,
Deise Goulart

quinta-feira, 22 de abril de 2010

As Mangueiras

Fotografia das mais interessantes. Ela mostra um trecho da Av. José Marcelino quando ainda era de terra. Mostra, também, um dos locais mais conhecidos em outros tempos: As Mangueiras". Ali, ao lado das mangueiras era o local onde, normalmente, os circos que visitavam a cidade, eram montados. Na esquina, do lado direito, o local onde hoje está o Bar do Abi. No poste, uma placa de CRUSH, popular refrigerante de laranja. Nas proximidade das Mangueiras, foi onde ocorreu um dos episódios mais controversos da história de Catalão: a Matança dos Porcos. De acordo com informações estava faltando carne de porco na cidade. Havia um comerciante que comprava os animais e os vendia em Araguari. Belo dia, o comerciante parou o caminhão carregado de porco na porta de um bar pra tomar um lanche antes de seguir viagem. Populares, revoltados com a falta de carne suína, tomaram o caminhão de assalto, mataram os porcos e levaram o que puderam pra casa. Políticos mais conservadores tentaram obter ganho eleitoral com o incidente, quiseram dar ao evento uma conotação política, que o ato teria sido praticado pelos comunistas. Sem sucesso.

Rua Wagner Estelita Campos

Rua Wagner Estelita Campos no trecho compreendido entre a Av. 20 de Agosto e o Ribeirão Pirapitinga. A rua ainda não havia recebido seu calçamento original, em paralelepípido, contudo, precebe-se, que ela estava sendo preparada para tal, e já estava recebendo os meios fios. Do lado esquerdo, o caminhão estacionado traz a inscrição: Distribuidora "A Sultana", provavelmente, de balas, bolachas, etc. Algumas construções ainda existem, como por exemplo, a loja da cooperativa e mais acima, onde funcionava uma cerealista e que depois virou uma lanchonete.

Consertando a cruz

Consolines Paz, pai do Capitão Paz,da Polícia Militar. Consolines, que era serralheiro, nesta fotografia aparece fazendo alguns consertos em uma das 3 cruzes que ficavam no alto do morro e onde foi construída a rodoviária e, posteriormente, o Centro de Convenções "Labiba Faiad".

Igreja do Rosário

Acredito que esta fotografia seja do tempo em que a Velha Matriz ainda era a Igreja de N. Sra. do Rosário. No telhado a palavra CATALÃO. O terno de Congo visto aqui, segundo informações, seria o primeiro formado em Catalão.

20 de Agosto com Wagner E. Campos

Fotografia que nos remete ao fim da década de 1960. O local é a esquina da Av. 20 de Agosto com a Rua Wagner Estelita Campos, onde existe um sinaleiro. Na esquina ficava a loja de Jorge Democh. Ali, além de receber, diariamente, amigos para uma boa prosa sobre pescaria, Seu Jorge vendia artigos de caça e pesca. O veículo é uma Toyota Bandeirante. A fotografia mostra que a 20 de Agosto, neste trecho, já havia recebido os bloquetes.

terça-feira, 20 de abril de 2010

João Albino

Fotografia de maio de 1936. Este senhor ladeado por dois integrantes da força policial de Catalão é João Albino do Nascimento, filho de Albino Felipe, o fazendeiro cujo assassinato teria sido praticado por Antero. As ações policiais à epoca do crime davam conta de que o fazendeiro teria sido morto pelo próprio filho João que foi preso e, de acordo com textos de memorialistas catalanos, foi barbaramente espancado. Contudo, numa reviravolta surpreendente na condução do inquérito, João foi inocentado e em seu lugar aparece a figura de Antero da Costa Carvalho. O final desse episódio todos já conhecem. Curiosamente, a data que aparece escrita na fotografia é a mesma do assasinato do fazendeiro

João Abrão

João Abrão, filho de Nicolau Abrão e Da. Samira. Músico de grande valor, João Abrão, no início dos anos 1960, foi para São Paulo tentar a carreira artística e nesse período apresentou-se nas melhores casas noturnas da capital bandeirante, onde tocou ao lado de artistas que, mais tarde, viriam a se consagrar na música. É dessa época sua estreita ligação com Altemar Dutra, uma das mais belas vozes da música romântica brasileira. Altemar, inclusive, esteve em Catalão algumas vezes a convite de João Abrão.

Barriguda e sua última cria

Fotografia de 2005 e, de acordo com informações, esta foi a última florada da Barriguda antes dela cair.

Haley na rádio

Haley Margon em pronunciamento nos estúdios da Rádio Cultura. Atrás dele estão Cesar Safatle e Farid Nahas. Presentes, também, Wilson Naves e Batuíra Borges. Ao lado de Batuíra Borges me parece ser Ana Paula Fayad, filha do Advogado Paulo Fayad Sebba. Fotografia da década de 1980. Resta saber se durante a campanha para prefeito ou se Haley Margon falava já como prefeito eleito.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Da. Yayá

Rosentina de Sant'anna e Silva, a Da. Yayá que empresta seu nome a escola que funciona no Bairro São João. Exerceu o magistério em Catalão durante 35 anos a partir da década de 1920.
Da. Yayá faleceu no dia 3 de fevereiro de 1985, aos 94 anos em Belo Horizonte. Dr. Jamil Sebba recorda de como eram divulgados os resultados dos exames finais: "Da. Yayá pegava o caderno com os resultados e nos deixava naquela expectativa louca do passei, não passei. Os exames só eram feitos no fim do ano e na banca examinadora me lembro do vulto negro e bem vestido de Manuel Dias, tambémde Zoroastro Artiaga. Da. Yayá dava a leitura das notas um cunho solene. O silêncio de nossa expectativa só era quebrado pelo estalar de dedos ou esfregar de mãos
- João Batista da Paixão: promovido, ótimo com louvor - média 98
- Rio Branco Paranhos: promovido - plenamente - grau 80
- Sebastião de Sant'anna e Silva: promovido - plenamente - grau 70.
E a veneranda mestre, impassível à nossa tortura e ansiedade, de vez em quando pronunciava um nome acompanhado da palavra "reprovado".

Externato Sant'anna

Fotografia, indescritivelmente, interessante. Conforme inscrição, data de maio de 1927 e mostra a então sede dos Correios e o local onde funcionou o Externato Sant'ana onde Rosentina de Sant'anna e Silva alfabetizou, com total esmero, figuras que se tornariam profissionais de gabarito e ilustres catalanos. Sobre Da. Yayá escreveu Dr. Jamil Sebba: "Falar de Da. Yayá, talvez a última irmã de Moisés Sant'anna, o valente jornalista que o Brasil possuiu, seria tentar reviver a alfabetização de Catalão na década de 1920. O casaraõ onde funcionava a Agência do Correio, com a escola ao lado - Externato Sant'anna - com aquelas escadas de pedra tapiocanga, ásperas, marrons, machucando a quem de leve nelas esbarrava. Ai Da. Yayá! Quanta saudade nós, os velhos, guardamos de quando fomos meninos na sua escola...
O local onde funcionou o Externato Sant'anna e a agência dos Correios é onde, anos depois, seria construída a casa de Da. Matilde Margon, mãe de Haley Margon e onde o Advogado João Margon foi assasinado 2 anos atrás

Presidente Roosevelt em Catalão?

Da esquerda pra direita: Carlos Goulart, FRanklin Delano Roosevelt (é esse mesmo o nome do rapaz homônimo do presidente norte americano, e que tinha o apelido de Coquim) e Jair Sebba Fayad, filho de Naim Fayad e Estrêla Sebba Fayad - a Cutucha, como era conhecida.

Sapo

Fotografia, acredito, ser de algo em torno de 40 anos atrás. Nela vemos Sapo (o senhor do meio) popular figura catalana, muito requisitado para cantar leilões em festas populares, como a própria Festa de N. Sra. do Rosário. Sapo, já falecido, é pai de Godô, que possui um Bar/Restaurante muito frequentado no Bairro Jd Brasília, salvo engano. O menino à direita de Sapo é Sebbinha, primo do deputado Jardel Sebba e que foi (ou é) prefeito da cidade de Montevidiu, no norte de Goiás, quase fronteira com Tocantins.

Haley prefeito e vereadores

O então prefeito de Catalão Haley Margon e os vereadores Valdeval Florisbelo e João Sebba Neto em um evento que, pela imagem, dá a entender ser a assinatura de algum projeto de envergadura para Catalão. Excepcionalmente, os prefeitos e vereadores eleitos em 1982 tiveram seus mandatos prorrogados para 6 anos (até 1988) para que as eleições municipais não coincidissem com as de deputados, senador, governador e presidente.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A velha Matriz

Nos primórdios da Velha Matriz, ela era a Igreja de N. Sra. do Rosário. Posteriormente, como parte de um processo em que igreja católica e Irmandade de Nossa Senhora do Rosário viviam às turras, houve uma permuta desta pela atual Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Igreja do Rosário

Duas fotografias da Igreja do Rosário com um intervalo de tempo em torno de 50 a 60 anos. As mudança ocorreram não só na parte de urbanização, como também algumas residências sofreram modificações. A própria igreja, observem, sofreu mudanças na sua arquitetura. Particularmente, acho a arquitetura original bem mais agradável. A atual me parece sem vida.

Nova Matriz

Fotografia das mais interessantes. Ela mostra a Nova Matriz em uma época em que havia poucas construções na vizinhança. À esquerda é possível ver a Gruta e à direita a Casa Paroquial da mesma forma como é hoje. As ruas ainda são de terra, a Av. Raulina, talvez, ainda nem fizesse parte de algum projeto urbanístico. Na João XXIII, asfaltada pelo prefeito Bento Rodrigues de Paula nem meio fio possuía. E mais à esquerda o famoso Pasto do Pedrinho em cujo riacho a molecada se divertia. Velhos tempos, belos dias...

O Colégio Anchieta

A 4 fotografias a seguir, como diria alguém motivado por enorme saudosismo, "é de doer no coração". Elas mostram que o prédio que abrigou um dos símbolos da educação, não só em Catalão, mas de toda a chamada região da Estrada de Ferro, o Colégio Anchieta, está sendo demolido. Por vários anos o prédio esteve entregue ao abandono, servindo, de acordo com informações, de ponto de venda e consumo de drogas e prostituição. De iniciativa do Advogado João Margon (assassinado em sua residência em 2008), o colégio entrou em atividade no ano de 1966 no prédio que pertencia à Fundação Wagner Estelita Campos e onde, no horário noturno, funcionava, também, a Escola de Comércio onde era ministrado curso técnico de Contabilidade. Em 1969 João Margon, então diretor do Anchieta, juntamente com outros catalanos, foi preso pelo Exército que aqui desembarcou motivado por denúncias de atividades subversivas. Eram os anos de chumbo da ditadura Militar. Após ser solto, João Margon foi proibido de retornar à direção da escola, cargo que passou a ser ocupado pelo Prof. Adilson Aires que ali permaneceu até o encerramento das atividades do estabelecimento de ensino. Nas fotografias pode-se ver que as paredes internas vão sendo derrubadas uma a uma. A Fundação Wagner Estelita Campos foi fundada em 1951 e o prédio inaugurado em meados da década de 1960.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Correção

Corrigindo informação sobre a mudança dos comerciantes do Mercado Velho para o local onde hoje está o SENAC, o fato ocorreu durante a adminsitração de Divano Elias e não de Silvio Paschoal, como havia publicado.

A Santa e a alta cúpula da Irmandade

Esta fotografia mostra N. Sra. do Rosário no andor, ladeada pela realeza da Irmandade. Pelas características da construção (portal em arco e uma coluna de cada lado) acredito que seja a Igreja de N.Sra. do Rosário quando ainda não havia recebido o reboco. O senhor de terno escuro, à direita, no alto é Sabino (pai do Sabininho, que possuía uma serralheria logo abaixo do Col. Mãe de Deus). De acordo com informações, o garoto mais jovem à esquerda, ao lado do andor, é o mestre de obras Tãozico. O senhor mais à direita de perfil é Eutálio Pereira, figura das mais relevantes no cenário da Irmandade do Rosário. Esta fotografia acredito ser da década de 1940

A igreja do Rosário


A Igreja de N.Sra. do Rosário fotografada em meados do século passado. É possível notar que o Largo do Rosário ainda não havia sido urbanizado. Algumas casas mostradas aqui ainda hoje preservam traços da construção original. Outro detalhe interessante é a presença do chafariz ao lado da igreja

A Igreja caiu

Cena dramática na vida dos catalanos foi o desmoronamento da Igreja de N.Sra. do Rosário ocorrido cerca de 25 a 30 anos atrás.

Congada na Sapucaí

A Congada de Catalão desfilando no carnaval na Marquês de Sapucai. Em primeiro plano aparecem Eurípedes e Edson Arruda. Atrás estão Joel Fernandes (Detran) e Elson Arruda. Mais à esquerda e atrás está Zoim (pintor).

terça-feira, 13 de abril de 2010

O monumento

Entre as duas fotografias a seguir, existe um intervalo de tempo de aproximadamente 60 anos. Na primeira, já publicada anteriormente, o envento mostrado é a inauguração do Obelisco em homenagem ao Pracinha da II Guerra Mundial, na Praça Getúlio Vargas em 1946. A homenagem foi uma iniciativa do Rotary Club de Catalão. Da campanha da Força Expedicionária Brasileira - FEB na II Guerra Mundial, participaram os seguintes pracinhas catalanos: Aldemar Ferrugem (morto em combate), Geraldo Martins, Manoel Camilo Neto, João Kotnik, João Pinto de Melo, Virgilino Caixeta e José Ângelo. Outros pracinhas foram convocados mas não chegaram a embarcar para a Itália. Um detalhe interessante: nessa época, reparem, o Cine Teatro Real e o prédio de William Tartuci, na esquina da Praça com a Av. 20 de Agosto, ainda não haviam sido construídos. O extenso muro ao fundo cerca a área onde ficava a residência do senador Antônio da Silva Paranhos, assassinado em fins do século XIX. Era um casarão que ficou conhecido como "O casarão dos Paranhos". Na segunda fotografia o mesmo monumento é mostrado nos dias atuais. A vegetação da praça, hoje, é bem mais variada. Contudo está merecendo muito mais cuidado.