quinta-feira, 29 de julho de 2010

Neta e Avó



O que estas duas fotografias têm em comum? A primeira é Joana, conhecida como Joana do DAvi. Ela é irmã de João a quem já me referi aqui no Blog em outra oportunidade. Lembram-se? Ele aparece em uma fotografia agachado rodeado de pessoas num baile no CRAC. Na segunda foto, também já publicada, a garotinha é Yoli, filha de Álvaro Paranhos e Dily Mendonça e a babá é Eva, mãe de Nina, mãe de Joana, portanto, Joana é neta de Eva. Joana é irmã, também, de Teca, que comanda um dos mais tradicionais e numerosos ternos de congo de Catalão. Outra irmã de Joana, é Maria do Rosário, ou, simplesmente, Rusária. Rusária é uma daquelas pessoas que, se não é santa, é o mais próximo que um ser humano pode chegar. Cuidou dos 4 filhos de Marlitt e William Faiad; num determinado tempo, em São Paulo, ajudou a olhar os filhos de Yedda; ajudou a olhar Fernanda, filha de Lúcia e Fernando Netto, quando este fazia sua residência médica em São Paulo; quando Da. Izabel Mendonça Netto adoeceu e permaneceu acamada por vários anos, foi Rusária quem cuidava dela; quando João Netto de Campos por anos inválido, acometido de doença degenerativa, lá estava Rusária dando sua inquestionável ajuda. Hoje, aposentada, mora com a irmã e sobrinhos, na casa da família, no Bairro Mãe de Deus.

Feliz aniversário

Fotografia de outubro de 1988. Estão reunidos para comemorar o aniversário de Cardoso: Calixto Isaac, __, João Netto, Angélica, Cardoso, Olivia Salviano, Antônio Salviano (o Toinsin), Geraldo Martins, Da. Wanda Matins,___ e ___.
Na casa de Calixto Isaac, o Calistim, Na Av. 20 de Agosto, em frente à Delegacia Fiscal, essa turma se reunia quase todos os dias à noite para um amigável carteado. Além de João Netto, Cardoso, Toinsim, Calistim, a mesa recebia, também, Jair Sebba, João Coruja e outros amigos. Infelizmente, estes úlltimos citados são todos falecidos. O mais recente foi Jair Sebba, em abril último. Mesa completa, certamente estão batendo um carteado, estejam onde estiverem.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Gente da Nossa Terra (5)


João Margon nasceu em 21 de maio de 1874 na cidade austríaca de Bare, filho de Jacob Margon e Tereza Margon. Chegou ao Brasil com 21 anos, fugindo do serviço militar. Desceu no porto de Santos e foi para Campinas onde trabalhou no curtume da família Penteado. Trabalhou uma temporada na construção de estrada de ferro no Rio Grande do sul, retornando a Campinas onde trabalhou no curtume de Felipe Cantudio. Em 1901 casou-se com Tereza Muller e tiveram Leopoldo, João, Matilde e Jacob.
De Campinas foi para Estrela do Sul onde conseguiu trabalho no curtume de Oswaldo Guimarães. Nessa época, veio ao mundo mais um rebento, uma menina de nome Amália.
Em 1910 mudou-se para Catalão e Amália veio a falecer. Contudo outros cinco filhos nasceram. São eles: Max, Aida, Maria, Mário e Zequinha.
Em solo catalano, João Margon adquiriu terreno onde montou uma olaria e com os tijolos ali produzidos construiu um curtume, ao lado do curtume de Antônio Kotinik o qual, mais tarde veio a ser adquirido por João Margon.
Seguindo o costume europeu, todos na família tinham seus afazeres na empresa familiar que crescia e se diversificava. Assim foi que do curtume originaram-se uma selaria e uma sapataria.
Em 1925 adquiriu a charqueada de João Vaz, que ficava na margem direita do Ribeirão Pirapitinga e onde abatia cerca de 100 rezes por dia cuja carne, transformada em charque, era comercializada no Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. O couro era curtido ali mesmo e parte dele abastecia a sapataria e selaria e o restante era vendido em Minas e São Paulo. Em 1926 os resultados financeiros dos empreendimentos de João Margon foram os piores possíveis o que levou o empresário a pedir concordata no ano seguinte, como forma de quitar, em 2 anos, 50% das dívidas contraídas. Vencido o prazo, todas as dívidas foram pagas com a respectiva carga de juros, uma dívida de 750 contos de réis, computados os juros, elevou-se para 1000 contos de réis.
Vencido aquele obstáculo, retomou suas atividades, importou novos equipamentos da Alemanha e passou a produzir derivados de couro com grande aceitação no mercado.
Em 1930 adquiriu de Salviano da Costa, a fazenda Córrego do Almoço ampliando ainda mais suas atividades. Em 1942 fechou a selaria e a sapataria e dedicou-se ao curtume e charqueada até sua morte em 13 de fevereiro de 1951.
Em seu tempo, João Margon foi considerado um dos maiores industriais do Brasil Central, chegou a empregar 200 funcionário distribuídos na selaria, na sapataria e na charqueada chegando, inclusive, a construir uma pequena usina geradora de eletricidade para atender a sua própria demanda e de sua residência, situada na Rua Carajás, onde residiu por 44 anos.
Ali mantinha um pomar e uma horta diversificados a ponto de produzir vinho e vinagre com as uvas que cultivava.
Adotou Catalão como sua terra e quando alguém lhe perguntava a nacionalidade, ele respondia: “sou goiano de Catalão”.

Bom tempero

Prática muito comum entre os descendentes do árabe, é a dedicação à culinária. As duas fotografias a seguie flagraram João Abrão, filho dos imigrantes Nicolau Abrão e Da. Samira, temperando uma leitoa que, certamente, seria consumida por barulhenta freguesia, regada a muito chope.


No mercado municipal


João Abrão no mercado municipal. Esta foto daria uma ótima propaganda de creme dental. A balança Filizola, temida pelos fregueses que sempre colocavam no prato alguns quilos de desconfiança em relação à precisão do instrumento.

Encontro de casais

Encontro e casais promovido pela igreja católica e realizado em janeiro de 1982. Na fotografia, pessoas, todas muito conhecidas.

Gente da nossa Terra (4)

Maria Benvinda de Deus.
Nasceu em Catalão em 20 de dezembro de 1888, filha de Manoel Rodrigues da Silva e Laurinda Matilde Cunha. Dedicou toda a sua vida ao bem do próximo e às causas de Deus. Não entrou para o convento, porém, seu apostolado foi maior que de uma freira, tal sua dedicação e humildade. Ensaiava as missas todas cantadas em latim. Era, também, florista e suas flores eram tão perfeitas que se confundiam com as naturais e eram feitas às sua custas e com donativos dos paroquianos.
A ela sempre recorriam para as ornamentações das festas religiosas. Foi filha de Maria toda a sua vida e presidente da Pia União das Filhas de Maria por mais de 25 anos. Sua dedicação às causas da igreja não tinha limites. Durante mais de 20 anos cuidou e zelou da roupa da igreja, lavando e passando, cuidando da roupa sacra. Essa atribuição, com sua morte, passou para a irmã, Dalva que, assim como Benvinda, foi dedicada zeladora das coisas da igreja em Catalão.
Bem dizia o seu nome Maria Benvinda, pois era benvinda em todos os lares catalanos, conhecida que era pela humildade, zelo e fé com as coisas de Deus.
Maria Benvinda foi uma santa mulher que se elevou no conceito e admiração de toda Catalão, ficando seu nome gravado na memória como símbolo de bondade.
Faleceu em 6 de agosto de 1956, indo para Deus de quem sempre foi.

sábado, 24 de julho de 2010

Gente da nossa Terra (3)

Arminda Prates, filha de Francisco Victor Rodrigues e Felicidade e esposa de Dr. Manoel Dias Prates dos Santos, o 10º Juiz a exercer a magistratura em Catalão. Por volta de 1910, reuniu em torno de 50 jovens senhoritas, das famílias mais tradicionais de Catalão e deu-lhes aula de boas maneiras, economia doméstica, formação moral e religiosa e preparando-as para serem esposas e mães prendadas. Da. Arminda não teve filhos, todavia recebeu como sua própria filha, Julieta, uma filha natural de seu esposo. Julieta, jovem bonita e muito prendada, casou-se com Frederico Campos e desse casamento nasceram Wagner Estelita Campos, Noel, Ruth, Lurdete e Maurício os quais, com a morte prematura da mãe, foram morar com a avó adotiva, Da. Arminda, no Rio de Janeiro, onde mantinha uma pensão destinada a receber os jovens estudantes goianos, principalmente os de Catalão. Lá estiveram os irmãos e futuros advogados Tharsis e Jairo Campos e os futuros médicos Francisco Victor Rodrigues (Dr. Chiquinho) e Jamil Sebba.
(extraído de "Nossa Gente" de Maria das Dores Campos)

Gente da Nossa Terra (2)

Gastão Victor Rodrigues nasceu em Catalão em 8 de março de 1883.
Filho de Francisco Victor Rodrigues (o Chico Manco) e D. Felicidade da Silveira Rodrigues (Dadinha). Chico Manco foi quem inaugurou a Farmácia Felicidade, no século XIX.
Em 1892 Gastão foi para Paracatu – MG e em 1898 diplomou-se no curso normal e retornou a Catalão. Em 1901 foi para Uberaba exercendo o magistério e o jornalismo. Em 1902 morrem dois de seus irmão (Alceu e Josias). Nesta época, deixa Uberaba e muda-se para Vila Boa (cidade de Goiás – capital do Estado) e ingressou na Academia de Direito de Goiás, diplomando-se em 1906. Durante esse período, ocupou a Secretaria do Interior, Justiça e Segurança Pública. Em 1907 é nomeado Juiz Municipal na cidade de Rio Verde, porém, não tomou posse no cargo e retornou a Paracatu depois de ter sido exonerado do cargo de Professor do Liceu de Goiás, e na cidade mineira casou-se com Leonor Pimentel Ulhoa. Em 1909 lança “O Paracatuense”, jornal de conteúdo político, noticioso, literário e agrícola. No ano seguinte publica, em folhetim, a novela catalana “O Cazeca”.
Tendo sido batido na política, regressa a Catalão em 1912 onde é nomeado Delegado de Polícia, cargo que ocupou por poucos dias. Com a criação da Comarca de Anápolis, em 1915, Gastão é nomeado o primeiro Juiz daquela cidade. Escreveu “Páginas Goianas” com biografias e contos dedicados a Engênio Jardim e José Xavier de Almeida. Como seus irmãos Alceu e Josias, Gastão faleceu jovem, com apenas 34 anos (em 1917), deixando os filhos Dilênia, Manuel, Alcir, Donizeth, Gastão e Norita.
Em Catalão, Gastão Victor Rodrigues foi professor particular de Mário de Cerqueira Netto ( o Nhozico), João de Cerqueira Netto e Felicidade de Cerqueira Netto (filhos de João de Cerqueira Netto, o 1º intendente de Catalão). Não gozava de boa saúde, era franzino. Em seu livro “Parnaso Goiano” realiza um estudo crítico dos poetas goianos.

(Extraído de “Gente Nossa” de Maria das Dores Campos)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Faça uma criança feliz

Campanha realizada pelo Rotary Club para o Natal de 1975. A campanha foi amplamente divulgada pela Rádio Cultura que anunciava as formas de arrecadação das doações. Foram desenvolvidas duas etapas: em uma delas, as equipes visitavam as residências solicitando as doações em roupas e sapatos usados e; a outra, equipes saíam pela cidade recolhendo garrafas vazias cujo resultado das vendas era convertido em brinquedos. O empresário e rotariano João Mesquita, proprietário da Comercial Mesquita, colocava seus caminhões à disposição para trabalharem durante o recolhimento das doações que normalmente acontecia aos domingos.
Todo o resultado das doações, roupas, sapatos, cobertores e brinquedos eram guardados na antiga sede do Banco do Brasil que nessa época já havia se transferido para a nova sede.
A distribuição dos donativos era feita mediante a apresentação de senhas, previamente entregues às pessoas carentes cadastradas.

As fotografias a seguir são o registro daquela ação filantrópica. (fotografias gentilmente cedidas por José Afonso Aires Mesquita)
A aglomeração de populares diante da antiga sede do Banco do Brasil dá uma idéia da amplitude da campanha realizada pela confraria, no natal de 1975. Detalhe interessante é a placa de trânsito (à direita) indicando com dizeres que a via é contra mão.
Vista da movimentação em frente à antiga sede do Banco do Brasil, durante a distribuição dos donativos. Observem os alto falantes, tipo corneta, colocados para auxiliar na organização das filas e para distrair as pessoas com a execução de músicas. Observem que a Sapataria Brasil ainda funcionava em tímidas instalações.
O então presidente do Rotary Club de Catalão Divino Reis (ao centro) e alguns rotarianos que participaram da campanha: da esquerda pra direita, Pinheiro, Maria Affiune, Divino, João Mesquita e Alexandre França.
Vista do interior da antiga sede do Banco do Brasil repleto de donativos para a Campanha do Natal de 1975 "Faça uma criança sorrir".

terça-feira, 20 de julho de 2010

Gente da nossa terra 1

Randolfo Campos, marcante personagem da história de Catalão, foi poeta e colaborador de jornais locais e de cidades vizinhas. Várias vezes citado em crônicas da imprensa da região, Randolfo Campos sempre se colocou firme na luta contra os oportunistas que extraíam do poder benefícios próprios em detrimento do bem público. Foi professor e Inspetor do Curso Normal do Colégio Mãe de Deus, cargos que ocupou sem ter recebido um centavo sequer de remuneração. Ao lado da sobrinha Vitorita Victor Rodrigues, a Madre Lúcia, que foi diretora geral da congregação Madre Cabrini, foi um dos baluartes da educação no município. Quando da retirada da Cruz do Anhanguera do alto do morro de São João, com a autorização expressa do Juiz Luiz Ramos de Oliveira Couto, Randolfo Campos recorreu a todos os jornais da época e bateu de casa em casa para mostrar à população, o absurdo daquele ato. Como estatístico, foi um dos grandes colaboradores de Antônio Azzi na elaboração do “Catalão Ilustrado”, uma espécie de anuário sócio-econômico e político, publicado em 1937.
Randolfo Campos deixou um caderno de manuscritos contendo 54 poesias. A seguir, trechos de sua obra.

Melancolia (São Gotardo, sua terra natal, em 1897)

Vida! Que és tu sinão um caos imenso
Donde brotando estão a cada instante
Num referver terrível, cruciante
Dores atrozes, sofrimento intenso!

XI de Outubro (Catalão, em 1899 – dedicada a Benildes Donai Victor Rodrigues, sua 1ª esposa)

Ao murmúrio das águas que deslisam
Como cantava o poeta à sua amada
O dia do teu amor eu cantava
Numa alegre canção viva inspirada

Esperança (São Gotardo, em 1897)

A esperança é a estrela brilhante
Que aparece nas trevas da vida
Que consola-nos a alma abatida
Estimula a coragem expirante.

Dedicatória (soneto dedicado a Beni, então sua esposa)

Pois que tu és minha companheira
Em cujo peito esta alma achou guarida
Achando o puro bem que desejava
E mais se estima nesta curta vida.

Randolfo Campos, nascido em São Gotardo – MG, em 1873, filho de José da Silva Campos e Joaquina Lina de Campos, foi, também, músico. Tocava acordeon e violão e foi durante as aulas de acordeon que ministrava para a jovem Benildes, que surgiu o romance e dele o casamento do qual nasceram os futuros advogados Tharsis e Jairo Campos, este último veio a ser desembargador no Paraná. Habilitado em concurso público, ocupou, vitaliciamente, com extremado zelo o cargo de 2º Tabelião e oficial do Registro Geral das Hipotecas. Do casamento com Beni, além de Tharsis e Jairo, nasceram Clóvis (falecido com 4 anos), Áurea (falecida com 2 anos). Em 1919, morando no Rio de Janeiro, Da. Benildes faleceu e, de volta a Catalão, em 1922, Randolfo casou-se com Da. Henriqueta Borges Campos e dessa união vieram ao mundo Heber Campos e os gêmeos Maria José e José Mário. De 1930 a 1934 foi prefeito interino. É o patronoda cadeira XI da Academia Catalana de Letras, que depois foi ocupada por Maria das Dores Campos.
A biografia de Randolfo Campos é extensa, como extenso é o legado que ele deixou para os catalanos que advogam ou pretendem advogar as grandes causas sociais.
(Extraído de "Gente Nossa" de Maria das Dores Campos)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma cisterna

Movimentação no Largo do Rosário em época da festa. Detalhe interessante: uma cisterna bem no meio da praça. Observem que são poucas as barraquinhas e algumas construções guardam suas características originais, como são os casos do imóvel que abriga a sede do diretório do PMDB e, do outro lado da esquina, o local onde durante anos funcionou o Bar dos Frouxos e que bem antes disso, foi residência de Sr. Simão. A presença de um caminhão transitando na parte de baixo da praça me faz crer que esta fotografia seja da década de 1940

Festa do Rosário

Os festeiros e o Rei e Rainha da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário. A época me parece ser durante a década de 1950. Se você souber mais detalhes, escreva para nossocatalao@blogspot.com
Observem que o ranchão ainda era rancho mesmo, com cobertura de palha e as dimensões bem reduzidas se comparadas aos dias de hoje.

Um evento cívico

Evento cívico havido na década de 1970 tendo como plano de fundo a Nova Matriz. No palanque pode-se notar a presença de João Netto de Campos (á direita, o segundo depois das freiras). Na ponta do palanque me parece ser o locutor, radialista e apresentador de eventos, Wilson Naves. Do lado esquerdo do palanque, a segunda senhora me parece ser Nilda Margon, mãe de Fernando Ulhoa (SAE). Ainda no palanque, ao lado de Wison Naves me parece ser o também radialista Batuíra Borges. Por esta ocasião João Netto de Campos cumpria mandato de Deputado Estadual, eleito pelo MDB. O MDB surgiu em 1965 e abrigava todas as correntes de oposiçao ao governo militar. O bipartidarismo foi uma das regras impostas pela ditadura e, além do MDB, existia a ARENA - Aliança Rnovadora Nacional. Em 1966 o MDB foi oficialmente fundado e, com o fim do bipartidarismo, em 1980, deu origem ao atual PMDB

Feliz Natal


Cartão alusivo às festas de fim de ano, tendo como motivo a praça Getúlio Vargas e O Cine Real. A imagem revela que o prédio que abrigaria o Empório Goiás não havia, ainda, sido contruído, indício bastante para afirmar de que se trata de documento de meados da década de 1950.

Normalistas

Normalistas do Col. Mãe de Deus tendo como cenário a gruta construída no pátio do colégio, em homenagem à Nossa Senhora.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Arari e Zefina


Arari Netto de Campos e sua esposa Da. Zefina Gomides. Ele filho de Nhozico e Juvenilha e ela filha de Anísio Gomides e Da. Bernardina. Vale destacar que os pais de ambos foram prefeitos de Catalão, cada qual cumprido mandato por indicação, pois, de acordo com legislaçãoda época, não havia eleição direta. Somente a partir de 1946 é que Catalão elegeu, por via direta, seu primeiro prefeito, que por sinal é o irmão de Arari, João Netto de Campos. Ainda na fotografia a presença da filha Valéria e da então presidente da Fundação Cultural Rita Freza.

Terno de Congo

Terno de Congo posando para a posteridade. A exemplo do que ocorre hoje, naqueles tempos, também, as crianças, desde cedo, eram iniciadas na arte das batidadas dos tambores. fotografia que nos remete às primeiras décadas do século XX

Vamos a la playa

Fotografia, no mínimo, pitoresca para os padrões atuais quando se trata de moda praia. O primeiro à esquerda me parece ser Farid Miguel Safatle, o terceiro, acredito ser MIguel João, pai de Farid, também conhecido por Gidu. De joelhos creio ser Nicolau Abrão. E os demais, vc consegue identificar alguém? Envie um comentário ou escreva para nossocatalao@gmail.com

Então, é Carnaval?


A julgar pelos trajes que alguns adultos e crianças vestem, essa fotografia é do Carnaval dos idos de 1950. Nela consigo identificar Naim Fayad (o segundo à esquerda), Totó Sebba ao lado esquerdo do veículo (uma jardineira - espécie de ônibus usado no transporte coletivo intermunicipal) ao centro, fantasiado, me parece ser Zacarias Abrão, filho de Nicolau Abrão.

Casa de Helena Salles


Fotografia da casa de Helena Salles, filha do imigrante árabe Antonio Salles. Detalhe interessante e que, certamente, foi importado do "estrangeiro" é acolocação das iniciais do proprietário da casa no imóvel. Observem à esquerda no alto as iniciais HS (Helena Salles) e na parede da esquina, no alto, o ano "1935", certamente para identificar o ano de construção do imóvel.

domingo, 11 de julho de 2010

Comercial Futebol clube

Time catalano do Comercial Futebol Clube que disputou o campeonato goianoda 2ª Divisão de Profissionais em 1992. Da esquerda pra direita: (em pé) Pedro Garrincha (técnico), Gervásio, Jáder, Ronaldo, Melado, Beti e Paulinho. Marco Aurélio (supervisor).
(agachados) Batatinha, Dário, Fião, Gilbertinho, Lota e o massagista Francisco.

Posto Texaco


Posto de Gasolina na Av. 20 de Agosto esquibna com a Rua Evangelino Meireles. Observem o tamanho da bomba de gasolina. No alto, a marca Texaco. Neste local, anos depois viria a ser instalada uma agência Chevrolet de propriedade dos primos Silvio Netto de Campos e Cyro Netto.

Nazira, Edmilson e Filhos

Da. Nazira Abrão (filha de Nicolau Abrão e Da. Samira) e seu esposo Edmilson. Abaixo, o casal e seus filhos.

A família de Seu Edmilson e Da. Nazira Abrão: Marquinhos (Santo Pane), Edmilsinho (Bob), Márcio, Maria Aparecida, Da. Nazira (Nazirinha), Seu Edmilson e Marise.

Barriguda


A Barriguda fotografada em toda a sua exuberância.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Vereadores

Vereadores catalanos na década de 1970: Wilson Naves, Geraldo Netto, Oliveiros Gomes Pires, Oscar de Faria, Jorge Primo, Jarbas Rabelo, Jesus Geraldo de Melo, Orlando Pedra Branca e Natal.

No centenário

Entre o eventos programados para as comemorações do cnetenário de Catalão, estava um ciclo de palestras que aconteceu no Salão do CRAc e proferidas por personalidades catalanas, moradoras em outros estados. Entre estas, o advogado Dr. Rivadávia de Mendonça (de terno claro, de costas), Sebastião de Sant'Anna (à frente de Rivadávia). A fotografia acima registra momento de descontração após as palestras. Ao piano, Odete Faiad; atrás dela, Da. Maria Izabel Mendonça Netto; atrás dela Irmã Yolanda cuja filha Astéria está ao seu lado de vestido branco.
Bem à direita, de óculos e terno escuro, me parece ser o médico Nadim Safatle e ao seu lado, Marlitt Netto Faiad. Observem o senhor de óculos mais ao centro: ao lado dele, conversando com outro dos presentes, me parece ser Pedro Paranhos, sogro do Mauro Netto do cartório.

Renè Deckers

O topógrafo e músico Renè Deckers em uma de sua apresentações. O local me perece ser o palco do cine Teatro Real e, pela existência de uma bandeira atrás do músico, deve ter sido algum evento oficial ou formatura, uma vez que as instalções do cine REal eram muito requisitadas para estas ocasiões.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sai romance de Halley Jr.

O romance “Paisagem com Cavalo” (menção honrosa no Prêmio Sesc), de Halley Margon V. Jr., será lançado na Livraria Travessa, no Rio de Janeiro, em 26 de agosto, pela Editora 7 Letras.

O livro modernista, muito bem escrito, não é uma cópia das firulas de James Joyce e epígonos. Tem “identidade”.

Halley Júnior é filho do ex-deputado e ex-prefeito de Catalão Haley Margon Vaz. Morou em Londres e reside no Rio há vários anos. Formado em arquitetura, seu verdadeiro dom, se se pode dizer isto, é a literatura. Leitor infatigável de James Joyce e Guimarães Rosa, dois dos mais importantes prosadores do século 20, o segundo, ao lado de William Faulkner, filho do primeiro, Halley é dono de uma prosa que parece escorregadia e, aqui e ali, enviezada, mas, ao final da leitura, se percebe, por assim dizer, a limpidez de sua prosa.

É uma estreia, mas o resultado é de um autor maduro e seguro de seu ofício. Espera-se que Halley abra a gaveta e publique novos romances.

Nota publicada no Jornal Opção, de Goiânia,na edição de 4 a 10 de julho de 2010, na coluna de Euler Belém.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um catalano chamado João Martins Teixeira

Sábado, 3 de junho de 2010 estive algumas dezenas de minutos experimentando estar na presença de uma das personalidades mais interessantes e que é uma verdadeira enciclopédia em se tratando da história de Catalão. De fato, uma experiência ímpar. Sábado estive a conversar ou, mais corretamente colocado, estive ouvindo o Prof. João Martins Teixeira, um catalano nascido a 1º de outubro de 1924 e que carrega na bagagem, nesta sua viagem terrena, a marca registrada do pioneirismo. A começar pelo sogro, Otílio Rosa, o primeiro dentista com formação acadêmica de Catalão. Filho de Olegário Martins Teixeira e Da. Clotildes Maria Borges, Prof. João Martins montou o primeiro laboratório de análises clínicas de Catalão, em 1948. É, também ele, o pioneiro em realizar transfusão de sangue sem a utilização dos equipamentos adequados, tendo para isso, desenvolvido processo próprio via gravidade. Casado com Da. Shirley Rosa Teixeira, sua colega de classe do curso de Farmácia em Ribeirão Preto, com quem trouxe ao mundo João Martins Jr., Elaine, Juarez e Virgínia. Foi pioneiro, também, na utilização de sapos para realizar testes de gravidez, técnica desenvolvida por um cientista argentino (Ganini) e que aprendeu em seus estágios pós graduação na capital paulista. De acordo com o Prof. João Martins, “usava-se coelhos, mas a margem de acerto era muito pequena. Com sapo, não, com sapo era 100% de acertos”.

Além do pioneirismo o que impressiona neste jovem senhor de 86 anos, são os números:

No hospital de Goiandira realizou 4500 anestesias (1953 a 1972);

No hospital Nasr Faiad, em Catalão, a serviço de Dr. Jamil Sebba e Dr. William Faiad realizou 6.750 anestesias (1958 a 1970).

Na Santa Casa de Catalão, além de montar e comandar o Laboratório desde 1966 até 2008, realizou, a serviço do Dr. Lamartine P. Avelar, 7200 anestesias de 1959 a 1966. Além disso, foi responsável pela estruturação e comando do Banco de Sangue daquela casa de saúde. Eram, aqueles, tempos difíceis, de poucos médicos especialistas disponíveis no mercado de trabalho e de escassos, porém, muito bem utilizados recursos técnicos e financeiros.

No magistério, além de lecionar nos principais estabelecimentos de ensino de Catalão, dirigiu com muita responsabilidade o colégio Estadual João Netto de Campos. Lá montou um bem equipado laboratório, onde os alunos praticavam a teoria aprendida em classe, além de construir toda a praça de esportes da escola com piscina e quadras poliesportivas. É o autor do hino oficial do colégio.

Autor, também, de várias obras relacionadas à sua profissão, que exerceu por 60 anos, Prof. João Martins fala com um misto de satisfação, orgulho e gratidão dos tempos em que, atendendo ao chamado de João Netto de Campos, então prefeito eleito de Catalão, em 1946, não mediu esforços para auxiliar na concretização de uma das maiores obras assistenciais de Catalão, quiçá do estado: a Santa Casa de Misericórdia, onde encerrou a carreira em 2008. E é com orgulho, também, que ele conta o pioneirismo de sua primeira transfusão de sangue de urgência, realizada atendendo pedido do Dr.Lamartine: “foi em 1951, uma parturiente de 17 anos, na zona rural”. Sem os devidos equipamentos Prof. João Martins improvisou toda a parafernália com o que encontrou disponível no laboratório e em farmácias e, já na fazenda, não havendo doador compatível (grupo “O”) ele próprio se prontificou em doar sangue. Dia seguinte, nova transfusão, porém, com sangue já preparado. Uma semana depois a paciente foi trazida para a cidade e se recuperou satisfatoriamente, tanto assim que ela só veio a falecer ano passado.


O diagrama do instrumental utilizado para realizar a transfusão de sangue em Da. Nicolina.
João Martins e Da.Nicolina: o pioneirismo que salvou várias vidas.
O farmacêutico e bioquímico com os olhos que se mantiveram atentos ao microscópio durante 60 anos.

O casarão

A sede da fazenda Pé do Morro onde nasceu João Martins Teixeira. A casa foi construída por Ricardo Soares, cujo filho homônimo, casou-se com Natália Safatle, filha de João Farid e irmã de Dr. William Safatle. Desse casamento nasceram Marcelo (médico), Ricardo (empresário) e Evelina que empresta seu nome ao loteamento Evelina Nour. A casa, de acordo com João Martins, tem quase que a mesma idade dele, 86 anos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Festeiros em 1985

Em 1985 foram festeiros da Festa de Nossa Senhora do Rosário Da. Samira Abrão e seu filho João. As 3 fotografias a seguir registram momentos em que a coroa seria entregue aos festeiros do ano seguinte. Em seguida, imagens dos certificados de Irmão Benemérito concedido pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário A João Abrao e à sua esposa, Edma Abrão.