quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Produtos históricos

Há quem advogue a tese de que, pelo conteúdo da lata de lixo, é possível traçar um perfil de uma família. No dia a dia de uma sociedade, produtos são lançados e retirados do mercado num piscar de olhos. Por outro lado, alguns produtos tornam-se ícones do mercado de consumo e são adotados, posso dizer, pela cultura popular, como símbolo de uma época: passam a fazer parte do anedotário, do linguajar, do escárnio, da identidade social, etc. e, assim, passam a fazer parte da história. A sequência de imagens a seguir, mostram alguns desses produtos que, a seu tempo, adquiriram conteúdo que extrapola os limites mercadológicos. Muitos não existem mais, a tecnologia, evidentemente, os retirou das prateleiras, outros, resistiram ao tempo e continuam sendo comercializados até hoje.
Se o piolho era o terror das mães, Neocid em pó era o terror dos piolhos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tempo de Festa

Mais uma vez Catalão comemora sua santa padroeira, Nossa Senhora do Rosário. As fotografias a seguir datam de 32 anos atrás e foram clicadas por Maria Mônica, neta de Cyro Netto e bisneta de Rita Bretas. Além de registrar as manifestações culturais pertinentes às comemorações da padroeira da cidade, as imagens mostram locais que hoje estão, totalmente, transformados. São retratos de uma época em que não se imaginava a utilização dos atuais recursos tecnológicos, seja na construção, decoração e sonorização do tradicional Ranchão, seja naquilo que se vende nas barraquinhas. Mas, a festa continua e, com menos ou mais fé, a verdade é que o consumo e outras práticas alheias à religiosidade, têm sido as vedetes dos festejos. Prova disso, foi o ano de 2009, em que, por questões de saúde pública, proibiu-se a vinda das barraquinhas e muito pouca gente era vista nas imediações da igreja. Sinais dos tempos? Quem viver, verá
FEsta do Rosário de 1978. A Igreja do Rosário que, nos últimos cento e tantos anos, tem testemunhado as manifestações de fé de um povo. Todavia, ao longo de todo esse tempo, o desenrolar dos festejos foram se mesclando a outras atividades, principalmente o comércio. Aqui, no canteiro que havia no largo do Rosário, ao que tudo indica, um jogo de argolas. Ao fundo as tradicionais barraquinhas.
Salve Nossa Senhora do Rosário. Ao fundo "Comercial Mesquita" de propriedade de João Mesquita,onde hoje existe um loja de produtos importados.
Com o falecimento dos irmãos Nicoletti, proprietários da Panificadora São José, outros comerciantes se estabeleceram no mesmo local. Aqui o terno de congo desfila diante da Panificadora Alaska onde, anteriormente, era a Panificadora São José e hoje abriga agência do Bradesco. Ao fundo é possível ver os luminosos de famosas marcas de eletrodomésticos revendidos pelo Empório Goiás, de William Tartuci. Nos tempos da Panificadora São José, havia ali uma sorveteria "Adriana" com produtos de fabricação própria. Nesta fotografia notamos uma placa dos Sorvetes Kibon fixada na parede da panificadora.
Nesta fotografia vemos, ao fundo, a "Casa do Cabeleireiro" e a "Casas Macedo", na Rua Egerineu Teixeira, em frente à atual sede da Caixa Econômica Federal. O grupo folclórico desfila espremido por entre os veículos estacionados: em primeiro plano, um VW Brasília; ao fundo, umFusca, uma Pick Up Willys, uma C-10 e um Passat. Cada um dos elementos, o folclore, o imobiliário, o comércio, os veículos, etc, constituem um quadro repleto de indícios, de traços e que dão identidade histórica a uma determinada sociedade, em determinada época.
Terno de Congo passando em frenta à antiga sede do Banco do Brasil. Observem que o letreiro identificando a instituição ainda estava fixo na marquise da porta principal. Ao fundo, lado direito da fotografia a "Casa do Cabeleireiro".
Aqui o grupo desfila na Av. 20 de Agosto tendo ao fundo a antiga sede do Banco do Brasil que, nessa época, aínda não havia sido ocupada pela Caixa Econômica Federal. Ao lado, residência do Prof. João Martins Teixeira que pertenceu a Silvio Netto de Campos e por ele foi construída na mesma época da construção do Banco do Brasil.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Curso Ginasial: lutas e conquistas

Este é o primeiro quadro de professores do curso ginasial recém instalado no colégio Mãe de Deus. Ali estavam Madre Maria Paz Hernades (Superiora), Madre Esperança Garrido (diretora), Madre Mercedes Iriarte (Superiora Provincial), Soror Angeles Franco, Soror Maria de Jesus Victor Rodrigues, Inspetor J.B. Calasans de Almeida e os professores Randolfo Campos, Tharsis Campos, Dr. Ruy J. Reis, Pe. Laurentino Gutierrez, Pe. Angelo Gascaia, Dr. Jonas Aiube, José de Campos Netto e José Victor Rodrigues. A instalação do curso ginasial só foi possível graças ao esforço de catalanos e catalanas que se empenharam para realizar essa conquista. Foram realizadas, no início do processo, várias reuniões às quais estiveram presentes: Tharsis Campos, Enéas da Fonseca, Pe Ângelo, Francisco Tozzi, Pio Gomes da Silva, Júlio Pasqual, Francelino Araújo e Silva, Jacob Margon, João Margon, Leopoldo Evangelista da Rocha, Antônio Jorge Azzi, Diógenes Dolival Sampaio, Anízio de Oliveira Gomides, Luiz Sampaio, Mário Netto, Christiano Ayres da Silva, José de Campos Netto, Álvaro Paranhos de Mendonça, Astério Vaz, Farid Miguel, Sebastião Caiado, Osvaldo Shlagh, Ly de Araújo e Silva, Randolpho Campos, Rômulo Costa Gonçalves, Rita Paranhos Bretas, Purcina de Castro, Maria Campos, Maria Otília dos Santos, Pe Laurentino Gutierrez, Antônio Sebba, Alípio de Souza, Eustáchio Ribeiro de Macedo, Luiz Höll, Avelino Fernando de Castro, Dr. José Bernardo Féxis de Souza, José da Silveira Paracatu, acontecidas, em 21/01/1.937 e28/08/1.937, ambas presididas pelo então prefeito Diógenes Dolival Sampaio. Vencidas todas as dificuldades, principalmente burocráticas, em 6 de junho de 1939, finalmente, o curso ginasial foi aprovado. (extraído de "História que se torna vida" de Mª da Glória R. Sampaio e Euriziane Moura).

Formandos do Ginasial

Turma de formandos do ginasial do Colégio Mãe de Deus e respectivos professores, em 1940. No período de 1937 a 1948, o Mãe de Deus abriu as portas para estudantes do sexo masculino. Uma das justificativas para esta abertura foi o fechamento do Colégio Sagrada Família, que admitia apenas meninos. Não tendo onde estudar, a solução encontrada foi permitir a matrícula dos ex-alunos do Sagrada Família e outros estudantes,
no Mãe de Deus.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Atitude na moda

Nesta fotografia vejo: Helder Aires, Gominho, Fátima Jabur, Amélia, Douglas Margon, Renato Salomão, Robertinho Marot, Vandelval, William Faiad e outros. Mais atrás, Seu Moisés Salomão, pai de Renato Salomão. A fotografia, da década de 1970, foi tirada nas escadarias laterais da Nova Matriz. A calça boca de sino era a moda da época e vejo que os jovens as estão trajando. O movimento psicodélico, fruto da rebeldia de uma geração insatisfeita e que elegeu o "Maio de 68" como ponto de partida para assumir certas atitudes, digamos, agressivas à ordem constituída, ditava, também, a moda. A rebeldia, assim, estava expressa nos trajes, no tamanho dos cabelos, na camisa florida (movimento hippie e da Paz e Amor). No Brasil, muito menos que em outros países o psicodelismo, ou o chamado "Power flower", se fez presente, tão somente na esfera fashion, muito embora, por esta época, os estudantes estivessem às turras com os militares que haviam assaltado o poder. Lá fora, ao contrário, a coisa foi bem mais engajada (pra usar um termo que em minha opinião é dicriminatório). Os movimentos pacifistas tomaram as ruas, as guerras da Coréia e doVietnan, além de fazerem milhões de vítimas, elevaram o tom das manifestações na Europa e, principalmente, nos EUA. Por aqui, a moda ia muito bem, obrigado.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

De novo, o jardim

Local dos mais fotografados, a Praça Getúlio Vargas. Esta fotografia nos remete à década de 1970. Alguns detalhes chamam a atenção. em primeiro lugar o pouco ou quase nenhum movimento na rua, um Ford Corcel, um pedestre e um veículo de tração animal, aliás muito raro de se ver hoje em dia. Exatamente naquele local onde está, era ponto de carroceiros que atendiam às entregas domiciliares de materiais de construção adquiridos em 'A Construtora" de propriedade de Osires Pimentel Ulhoa, e ficava ali na esquina, lado esquerdo da fotografia. Outro detalhe é que a grande árvore existente na praça Getúlio Vargas, havia sido derrubada pois estava com o tronco perigosamente comprometido. Na imagem ela ainda não havia crescido novamente. A torre do relógio sem o relógio e que, anos mais tarde, seria demolido. O carro branco estacionado à frente da camionete, é um VW Variant 1970 ou 71 de propriedade do Dr.Wilson Faiad, cujo escritório funcionava no Edifício Faiad, hoje ocupado por uma farmácia. O banco comprido da praça Getúlio Vargas nos fins de noite, início das madrugadas, nesta época, era ocupado pelos fregueses do espetinho do Nenzim, um dos pioneiros nesse tipo de atividade gastronômica. E nos fins de baile do Salão do CRAC, que ficava ali em frente, a chamada "soca" era alí, no banco comprido do "Jardim". Bons tempos, velhos tempos, belos dias...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

  
Annelisse Maria Frank

Anne Frank

Annelisse Maria Frank, mais conhecida como Anne Frank, (Frankfurt am Main, 12 de Junho de 1929 — Bergen-Belsen, início de Março de 1945), adolescente alemã de origem judaica, morreu aos 15 anos em um campo de concentração, em Bergen-Belsen, na Alemanha nazista. Nasceu em Frankfurt am Main (Hesse), sendo a segunda filha de Otto Heinrich Frank (12 de maio de 1889 - 19 de agosto de 1980) e de Edith Frank-Holländer (16 de janeiro de 1900 - 6 de janeiro de 1945. Tinha uma irmã, Margot Frank (16 de fevereiro de 1926 - março de 1945). Anne e a sua família, (Edith, Margot e Otto Frank), juntamente com mais quatro pessoas, (Peter, Dussel,sr. e sra. Van Daan) viveram 25 meses, durante a Segunda Guerra Mundial, num anexo de quartos por cima do escritório do pai dela, em Amsterdã, nos Países Baixos, denominado Anexo Secreto. Enquanto vivia no Anexo Secreto, Anne escrevia em seu diário (que ganhou de aniversário), a que ela deu o nome de Kitty. Também houve alguns indícios de que o diário teria o nome de "Finho", ou "Assurbanipal". No diário escrevia o que sentia, pensava e o que fazia. Kitty e, logo depois, Peter, eram seus únicos amigos dentro do Anexo Secreto. Os longos meses de silêncio e medo aterrorizante, acabaram ao ser denunciada aos nazistas e deportada para campos de concentração. Primeiro foi levada juntamente com a família para uma escola e depois para Westerbork, nos Países Baixos, antes de serem deportados para o leste da Europa. Anne Frank foi deportada inicialmente para Auschwitz, juntamente com os pais, irmã e as outras pessoas com quem se refugiara na casa de Amesterdã (onde hoje existe o museu Casa de Anne Frank). Depois, levaram-na para Bergen-Belsen, juntamente com a irmã, separando-a dos pais. Em 1945, nove meses após a sua deportação, Anne Frank morre de tifo em Bergen-Belsen. A irmã, Margot Frank, tinha falecido também vítima do tifo e da subnutrição, dias antes de Anne. Sua morte aconteceu duas semanas antes de o campo ser libertado. O seu diário, guardado durante a guerra por Miep Gies, foi publicado pela primeira vez em 1947. O diário está atualmente traduzido em 68 línguas e é um dos livros mais lidos do mundo. Nele há uma reprodução das condições em que os moradores do Anexo Secreto viviam e é apresentada a história de seus oito habitantes e das pessoas que os ajudaram a se esconder durante a guerra. O diário escrito por Anne, foi publicado graças a iniciativa de seu pai, Otto. Hoje, é um dos mais famosos símbolos do Holocausto. Dos oito habitantes do Anexo, o único sobrevivente após a guerra foi Otto, pai de Anne.
O "Anexo Secreto" que serviu de esconderijo para a família de anne Frank e mais 4 amigos. A entrada da escada ao fundo, ficava camuflada por uma estante, vista na fotografia acima
Em 1969, no palco do anfiteatro do Colégio Mãe de Deus, um grupo de jovens atores amadores, de Catalão, todos estudantes secundaristas, interpretaram a peça "O diário de Anne Frank". Baseado na história verídica da adolescente judia que viveu os horrores do holocausto, a peça teve no elenco,entre outros, Suzete Elias (no papel de Anne Frank), Terezinha Pedro (irmã do Prof. Fued), Aline Democh e Fábio Netto. A fotografia acima mostra cena da peça.

Os Oedenkoven

O belga Henry Oedenkoven casou-se com a inglesa Isabel. Do casamento nasceram Silvia, Verus e Justus. No final da década de 1920, o casal e seus filhos chegaram em Catalão. A princípio, Henry adquiriu uma propriedade na zona rural onde pretendia fundar uma colônia naturista, todavia, em virtude das características da sociedade da época, o projeto não pode ser levado à cabo. A família, então, passou a explorar a terra. Verus, com 92 anos, mora em Catalão, na Rua Leopoldo de Bulhões, próximo à Pizzaria da Gula. Justus, aposentado pela Machine Cottons, mora em São Paulo e conta 80 e tantos anos. Silvia, que foi funcionária de carreira da Embaixada do Brasil em Bruxelas, hoje com 95 anos, mora na Bélgica. Henry, segundo informçaões de sua bisneta Débora, faleceu de choque anafilático, em São Paulo, por ocasião de uma cirurgia nas vias aéreas superiores. A fotografia abaixo mostra a sede da propriedade rural da família Oedenkoven.
Sede da propriedade rural da família Oedenkoven situada na região do Córrego Fundo.
Anúncio da Fazenda Córrego Fundo, de Isabel Oedenkoven, publicado em "Catalão Ilustrado" de 1937, elaborado por Antônio Azzi. Na verdade, Córrego Fundo é a designação de toda uma região cujas terras, hoje, e em sua grande maioria, pertencem à empresa Fosfértil. Parte daquelas terras tem servido à lavra de minério e o restante foi transformado em área de preservação e reflorestamento. Interessante notar no anúncio, primeiramente, a ortografia e, em segundo lugar, o serviço de entrega em domicílio. Evidentemente que nesta época não havia telefone, muito menos energia elétrica nas zona rural, assim, acredito, as entregas eram feitas sob encomenda, ou através de visitas periódicas aos domicílios. Aliás, até bem pouco tempo, Sr. Verus era visto nas ruas de Catalão oferecendo frutas e verduras produzidos em sua chácara.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Exemplo

Inauguração da piscina do colégio Estadual João Netto de Campos. Em sua passagtem pela direção da escola, na década 1970, o Prof. João Martins Teixeira, além da piscina, construiu o mais completo complexo esportivo da época e um bem equipado laboratório destinado aos estudos da física, química e biologia. Os recursos para uma escola da rede oficial nunca foram fartos. A despeito das dificuldades, João Martins, como poucos, soube administrar os poucos recursos de que dispunha e deu ao Colégio Estadual toda condição de ser um dos melhores da região, em seu tempo. Na fotografia, Prof. João Martins (de terno) aparece à direita, junto às crianças.

Festejando

As presenças dos casais Antônio Chaud e Da. Mariinha e Hélio Leite Martins (de costas) e Adma. Fotografia da década de 1970 e mostra que os casais estão festejando em um ranchão. Atrás é possível ver Aparecida Campos, irmã de Maria das Dores Campos, a Da. Mariazinha.

Diretor Estrangeiro

As dificuldades enfrentadas pelo Colégio Mãe de Deus, desde sua fundação, não se resumiam aos aspectos materiais e precariedade dos recursos, pertinentes à época dos primeiros anos de sua existência. A legislação, também, impunha obstáculos ao pleno funcionamento do estabelecimento. O documento acima, um parecer emitido pela Divisão de Ensino Secundário, subordinada ao Departamento Nacional de Ensino do Ministério da Educação e Saúde, esclarece questões quanto à ocupação de cargo de diretor de estabelecimento de ensino, por pessoa estrangeira. (Extraído de "História que se torna vida", de Ma. da Glória Rosa Sampaio e Euriziane Moura Silva Rosa)

Inauguração

Churrasco por ocasião da inauguração da fábrica de Manteiga Jandaia, de propriedade do Sr. Benjamin Miguel, que aparece na fotografia acima segurando o espeto com uma costela. A Jandaia funcionou na esquina da Av. 20 de Agosto com Rua Wagner Estelita Campos,onde hoje existe um comércio de produtos para piscinas. O evento foi abrilhantado pela apresentação de banda de música. Observem que várias pessoas empunham seu instrumento. O garoto à direita com um piston é o futuro farmacêutico JOão Martins Teixeira. Atrás dele está Liquim Sebba, irmão de Dr. Jamil Sebba. Estão presentes, entre outros, Alberto Mendes, Abdon Salles (irmão de Antônio Salles). Fotografia da década de 1930

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Um Resgate

Domingo, 12 de setembro de 2010, estive fotografando um dos locais cuja história se insere, com inquestionável destaque, no capítulo da industrialização de Catalão. É, portanto, digno de todas as tentativas de resgatar a sua memória. Trata-se da Usina Martins. A Usina Martins, na verdade, foi constituída, na década de 1940, com o maquinário adquirido por Chico Cassiano, de Antônio Salles, proprietário da Usina Ipanema. Ela funcionou até o início da década de 1970. Estando lá, a sensação é muito estranha, uma mistura de tristeza, melancolia e saudosismo, mesmo porque, na minha pré adolescência, estive ali por várias vezes e, embora pouco interessado no processo industrial, percebia que tratava-se de algo grandioso para os padrões da época. Assim, a coleção de imagens a seguir mostra o que restou da Usina Martins: a imponente chaminé de 38m, do nível do solo até o alto e mais 4m abaixo do nível do solo, permanece indiferente à ação do tempo; o conjunto de edificações que abrigavam o maquinário e toda a linha de produção teve boa parte demolida e o que sobrou serviu, por algum tempo, como recinto para atividades da pecuária de leite. Foi uma experiência muito gratificante e, espero, seja para os leitores do NOSSOCATALAO, também. Fotografias antigas da Usina Martins foram publicadas aqui no mês de fevereiro. Para revê-las, clique em "Fevereiro" na coluna da esquerda e role a barra de rolagem.








João Meireles Jr.

João Meireles Jr, filho de João Meireles e Da. Dulce. Funcionário de carreira da Secretaria da Fazenda, João Jr. casou-se com Da. Lúcia Marcelino e tiveram Liliane, Hugo, Gilberto, José e Ronaldo.

Os Meireles

Sr. João Meireles ao centro, ladeado pelos filhos João Jr. (à esquerda) e Hugo (à direita) e o neto Ronaldo (filho de João Jr.). Seu João Meireles foi casado com Da. Dulce Meireles que além de João e Hugo, tiveram Nilza e Ruth. Esta fotografia foi tirada na frente da casa da família situada na esquina das ruas Juca Cândido e Bernardo Guimarães. A época, provavelmente, final da década de 1960.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Paisagem com Cavalo -


Um crime, um assassinato, um mistério, num romance ousado e original, que abre as portas de uma metaficção e leva a linguagem para paisagens distantes. Transitando na fronteira do fato e da ficção, a escrita afiada de Halley Margon segue longe no tempo em busca de vestígios de um crime talvez nem acontecido.
Pontuada pelas experimentações e transgressões formais, esta narrativa instigante flerta com o gênero policial para destilar algo de filosófico ao tocar na essência e nos limites da existência. O resultado é um texto criativo, de estilo marcante, que desperta novos sentidos e novas leituras a cada página – uma obra em que ecoa uma prosa voraz que traduz a voz da própria condição humana.
Escritor e arquiteto, Halley Margon V. Jr. nasceu em Catalão, Goiás, em 1956. Na conturbada década de 70, durante o período do regime militar, escreveu artigos sobre política internacional no jornal Versus , em São Paulo. Hoje, reside no Rio de Janeiro, de onde colabora com ViaPolítica.
(extraído de www.viapolitica.com.br)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Jairo Guerreiro

Este é Jairo Guerreiro, caminhoneiro que, a exemplo de tantos outros catalanos ganhou a vida e sustentou sua família fazendo o transporte de mercadorias pelas, nem sempre conservadas, estradas brasileiras. Fã de carteirinha de Waldick Soriano, com quem dividiu o palco em uma pasagem do artista por Catalão (fotografia que registra aquele momento já foi publicada aqui), Jairo já gravou alguns discos. Em suas viagens, certamente, Jairo conheceu dezenas e dezenas de cidades brasileiras levando charque produzido em Catalão. As fotografias a seguir mostram Jairo, primeiro, na Bahia e depois no Rio de Janeiro.
Em uma outra oportunidade publiquei fotografia de Jairo Guerreiro neste mesmo posto (SANCA) perto de Jequié, na Bahia. Naquela oportunidade, Jairo dirigia um caminhão Alfa D1100, 1958. Aqui ele aparece ao lado de outro Alfa, porém alguns anos mais novo.

Jairo guerreiro em uma de suas passagens pela Cidade Maravilhosa.

Recordação da passagem de Jairo Guerreiro pela cidade maravilhosa: o bondinho do Pão de Açúcar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Soldados.

A leitura ou, como se costuma dizer na linguagem acadêmica, a interpretação de um documento histórico, a exemplo da fotografia acima, traz para o presente indícios de importantes acontecimentos ocorridos no passado. Houve um tempo em que, em Catalão, promovia-se o desfile cívico das escolas catalanas, basicamente, em duas datas: 20 de Agosto e 7 de Setembro. Individualmente, algumas escolas desfilavam no dia de suas respectivas datas de fundação. A fotografia acima, creio, mostra um desfile por ocasião do 7 de setembro em fins de 1960, início de 1970, portanto, o país já estava sob o mando dos militares. Em uma outra oportunidade, aqui no NOSSOCATALAO, fiz alguma referência à presença do exército em nossa cidade, em 1969, quando, então, várias prisões foram realizadas, entre elas, do Professor João MArgon, diretor do Colégio Anchieta. Sua prisão, pelo o que ouvi na época, teria sido motivada, entre outras coisas, pelo fato de não promover a participação do Anchieta no desfile de 7 de Setembro de anos anteriores. Essa atitude, quem sabe, seria uma forma de protesto contra o regime. Na fotografia acima é possível notar a presença de alguns soldados do exército entre os populares. Observem do lado direito da imagem, no canteiro da Av. João XXIII, vários deles. Há um outro soldado à esquerda. Assim, em virtude dos eventos ocorridos que culminaram com a prisão de várias pessoas acusadas de atividades subversivas, acredito que a presença dos soldados tenha sido uma forma de intimidação contra possíveis manifestações contra a ditadura.

Tempo de eleição


Fotografia que, além da corporação postada em frente à Praça Getúlio Vargas, na Av. 20 de Agosto, mostra que era época de campanha política. Observem na faixa fixada no alto do prédio logo atrás dos militares. São os seguintes, os dizeres: Eleitor Catalano, para a felicidade de Catalão, votai no Dr. Lamartine e nos demais candidatos da vitoriosa UDN. Brigadeiro Altamiro e Lamartine. A UDN (União Democràtica Nacional), com o bipartidarismo imposto pelo governo miltar, que subiu ao poder com o golpe de 1964, transformou-se na ARENA (Aliança Renovadora Nacional) partido que apoiava a ditadura e que tinha como oposição o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), o hoje PMDB. O prédio onde está a faixa fora o Bar Antárctica, de José Pedro e, mais tarde, viria a abrigar o Bar e Restaurante Irapuan. Mais ao fundo percebe-se a marquise do Salão de FEstas do CRAC. Esta fotografia me parece ser pelos idos de 1950 uma vez que, pode-se constatar, que nem os paralelepípidos haviam sido acentados na 20 de Agosto. O concorrente de Dr. Lamartine nesta eleição foi Cyro Netto que, então, foi eleito Prefeito de Catalão em 1950.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Paisagem com Cavalo

Esta é a capa do Livro "Paisagem com Cavalo" de autoria do catalano, Halley Margon Vaz Jr., e que foi lançado no mês de agosto último, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Alunas na 20 de Agosto


A julgar pela palavra formada com as placas, as alunas são do Colégio Estadual João Netto de Campos, em desfile cívico na Av. 20 de Agosto, em frente de onde fuincionou o banco HSBC. Observem o calçamento de paralelepípido que viria a ser substituído não muito tempo depois. Atrás das moças, a casa de Mizael Nogueira, sofro do Prof. Chaud e do Dr. Lamartine P. Avelar. A casa, embora desocupada, guarda a mesma arquitetura original, contudo, está prestes a ser demolida para abrigar imóvel mais moderno. Mai ao fundo, ao lado da casa de Mizael Nogueira, imóvel onde fuincionou por anos, a Cotelgo - Companhia Telefônica do Estado de Goiás. O calçamento da 20 de agosto acusa que esta imagem é da década de 1960.

Catalão 151 anos


Fotografia aérea de Catalão que foi publicada na edição de agosto da revista da ACIC/CDL.

Festejando a ponte

Em primeiro plano Sr. Pinheiro, esposo de Da. Maria Affiune. À direita João Teófilo, pai do ex- vereador José Tomate. Atrás de Pinheiro, de óculos escuro, Reinaldo Metsavath edo lado direito José Paschoal. Estes senhores e populares estão presentes na festa de inauguração de uma ponte na zona rual, região de Ólhos D'água, durante a administração de Silvio Paschoal, no início da década de 1970.

Usina Martins


Vista das instalações da Usina Martins. Aqui está sendo mostrada a unidade de moeção da cana. Em meio ao maquinário Francisco Cassiano, o proprietário.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

GO 020


Depois de encerradas as atividades da Usina Martins, Chico Cassiano adquiriu uma propriedade rural no município de Paracatu, próxima à fronteira de Goiás, às margens do Rio São Marcos e Rio Batalha: era a Fazenda Buriti que, durante anos, foi o destino de assíduos grupos de pescadores e caçadores de Catalão. A época em que dirigiu o Dergo - Deptº de Estradas de Rodagem de Goiás, o Engº Hélio Martins, filho de Chico, construiu a GO 020, ligando o município de Paracatu a BR050, eliminando a travessia do Rio São Marcos que era feita via Balsa com a construção de uma ponte, já mostrada aqui no NOSSOCATALAO. Esta fotografia é de agosto/98 e o casal é da família de Chico.

Ponte inaugurada

O primeiro à esquerda é Marcelo Affiune, filho de Da. Maria Affiune e Sr. Pinheiro. Ao seu lado Sr. João Paschoal, pai do prefeito Silvio Paschoal. A fotografia registra evento de inauguração de uma ponte na zona rural, mais precisamente na comunidade de Olhos D'água.
Inauguração da Ponte na comunidade de Olhos D'água durante a administração de Silvio Paschoal à frente da Prefeitura de Catalão. Na fotografia, presente ao corte da fita inaugural o pecuarista José Afonso Aires que possuía propriedade rural na região. Também presentes Dr. Silvio, Enio Paschoal, José Francisco e populares.