domingo, 31 de outubro de 2010

Gente da nossa terra (13)



Às vésperas do lançamento do romance "Paisagem com Cavalo" (quarta, 3 de novembro no Shopping Flamboyant, em Goiânia) o catalano Halley Margon Vaz Jr. concedeu estrevista a Carlos Willian Leite e Euler de França Belém para o Jornal Opção da qual publicamos alguns trechos. Para ler a entrevista na íntegra acessem o link abaixo

www.jornalopcao.com.br/posts/opcao-cultural/raduan-nassar-e-o-maior-escritor-brasileiro-vivo

Arquiteto e escritor, Halley Margon V. Jr., de 54 anos, nasceu em Catalão, Goiás. Morou em Londres e há duas décadas mora no Rio de Janeiro. Admirador do diretor de cinema Stanley Kubrick e leitor de Faulkner, James Joyce, Guimarães Rosa e Dashiell Hammett, Halley Margon desponta como um dos nomes promissores da literatura brasileira. Seu livro de estreia, “Paisagem Com Cavalo” (Editora 7 Letras), recebeu menção honrosa do Prêmio Sesc de 2009, o mais importante prêmio literário, para livros inéditos, do Brasil. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, concedida por e-mail, fala sobre livros, filmes, crítica literária, editoras, arquitetura, jornalismo cultural, sua opção ideológica pela esquerda, e sobre seu romance, que será lançado em Goiânia, na quarta-feira, 3, às 19 horas, na Livraria Saraiva, no Shopping Flamboyant.

A prosa de Halley Margon V. Jr tem um quê de literatura inglesa ou, quem sabe, irlandesa — tem pouco a ver com a literatura brasileira, pelo menos a tradicional, e não é mais um filho, ao contrário do que alguns podem pensar, de Rubem Fonseca. Leitor infatigável dos autores que compuseram a literatura moderna — além de apaixonado por música erudita — e escritor obsessivo, sem a pressa do cometa, Halley faz uma literatura “sua”, malgrado as indefectíveis influências, como Beckett (com aquela sua zona de indefinição), Faulkner e Joyce. Ele escolheu um caminho e este não tem a ver com repetir o que já foi dito. Halley veio para ficar e tem outros romances no forno.

Como caracteriza “Paisagem Com Cavalo”: é um romance moderno, na linha de Faulkner e Joyce, mas que também bebe em Raymond Chandler e Dashiell Hammett? Ou tem pouco a ver?

Não vejo como seria possível pensar a literatura sem ter passado por nomes como estes. Gosto de Faulkner, talvez mais do que de Joyce, ainda que não tenha o mesmo brilho atrativo, a mesma capacidade de influência. “Ulisses” é provavelmente o livro mais “solto” que li na vida. Ele respira o tempo todo. E nos faz respirar. Neste sentido, é extremamente prazeroso. Sobre Hammett [autor de “O Falcão Maltês”, clássico do romance policial], gostaria de contar uma historieta deliciosa. Dizem que, no período macarthista, o próprio senador McCarthy teria lhe interrogado: “No meu lugar, permitiria o senhor que seus livros estivessem nas bibliotecas americanas?” Ao que Hammett teria respondido: “Eu, se fosse o senhor, não permitiria a existência de bibliotecas!” Chandler, li muito pouco.

Você diz que escrever é melhor do que lançar e cuidar do livro depois que é publicado. Por quê?

Porque o trabalho está no ato de escrever, o que vem depois, a circulação, pode ser importante para os outros. Quando essa fase se inicia, para quem escreve sobra só a vaidade. Pode até ser bom, mas o gozo mesmo está é no trabalho, no ato da escrita.

Como vai ser o lançamento? O livro está vendendo?

O lançamento vai ser bacana, porque está sendo feito por pessoas queridas, que estão me dando o tempo e o carinho delas, e porque vou revê-las e a tantos outros queridos amigos, como o escritor Antônio José de Moura, que não encontro faz tempo. Vendeu a primeira edição — duzentos exemplares. Os livros que estão vindo para Goiânia já são da segunda leva.

Você é goiano de Catalão. Mora no Rio há quantos anos? Como foi morar na Inglaterra?


Eu nasci em Catalão, minha família mora ainda toda lá e eu a visito com frequência [o escritor é filho do ex-deputado federal Haley Margon Vaz]. Estou no Rio desde 1989, se não me engano. A ida para a Inglaterra foi a última ou penúltima etapa de uma transição dolorosa que vai da tentativa de mudar o mundo até o reconhecimento de que o mal, o capeta, a mercadoria (ou o capitalismo), venceu definitivamente qualquer projeto que não tenha como cerne a própria lógica exclusivista da forma mercadoria. A partir da volta da Inglaterra, eu me voltei pra dentro, tive minha filha [Lívia] e comecei a escrever livros. Mas tenho muita vontade de voltar a Londres, aos bairros pobres do sul da cidade, onde morei. Era para ter ficado mais tempo, mas fui expulso.

Na sua opinião, qual é o maior escritor vivo?

Ah! Continua sendo Shakespeare! [Halley é irônico ao sugerir que, de alguma forma, o escritor inglês está “vivo” e, como quer Harold Bloom, “inventou” o homem moderno].

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A Lobeira

A edição de nº 9 de abril de 1918 da revista A Informação Goyana trazia um interessante artigo sobre uma conhecida planta, muito presente na paisagem do nosso cerrado. Leiam a seguir.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sylvio e Yedda

O casal, recém casado, Yedda Netto Lorenzi e Sylvio Roberto Lorenzi. Ela filha de João Netto de Campos e Maria Izabel Mendonça Netto, ele, natural de São Paulo, filho de Branca Genari Lorenzi e Mário Walter Lorenzi. A fotografia é de 4 de julho de 1953 (coincidentemente mesma data da indepéndência dos EUA). Nesta época, Sylvio servia no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da REserva) vindo a se formar em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São FRancisco, em São Paulo. Yedda viria a ser formar, também em direito, no final da década de 1960, pela Faculdade de Direito do Vale do Paraíba, em São José dos Campos. Sylvio faleceu em 1998, com 68 anos, após se submeter a um transplante de rim. Do casamento nasceram Fábio, Fernando e eu.

Ferrovia

Inaugurada em 1913, a Ferrovia Oeste, conforme publicado  tempos atrás, percorreu um longo trajeto burocrático e de demandas políticas. A Revista Oeste em uma de suas primeiras edições dava destaque ao empreendmento como sendo o que de mais importante aconteceu na história do mês de fevereiro, no Estado de Goiás. As duas fotografias a seguir mostram dois momentos distintos e denunciam a movimentação na estação na década de 1920. (fotografias cedidas por Gustavo Coelho)

Estação 1

Estação Feroviária 2

terça-feira, 26 de outubro de 2010

REvista Oeste


A Revista Oeste compõe um bem-acabado retrato da vida intelectual, artística e da informação que circulava em Goiânia nos seus primeiros tempos. Produzida na “Secção Industrial da Imprensa Oficial — Goiânia”, a publicação surgiu em 5 de julho de 1942, data do Batismo Cultural de Goiânia e circulou somente até 1945. A Revista Oeste contava no seu corpo editorial com figuras como Bernardo Élis, Garibaldi Teixeira, Hélio Lobo, Paulo Figueiredo e José Décio Filho. Com periodicidade mensal, a revista tinha um perfil literário e nasceu com o objetivo de destacar os valores intelectuais regionais e, ao mesmo tempo, tornar-se veículo da efervescência sócio-cultural de Goiânia, a nova capital, que florescia no cerrado.

Mensagem ao Brasil

No número inaugural da REvista Oeste, em julho de 1942, Pedro Ludovico Teixeira fez publicar a Mensagem ao Brasil, em que expressa, com júbilo, a sua emoção de entregar ao país a mais nova capital de um estado da federação: Goiânia. A exemplo de Brasília, porém, de uma forma menos acentuada, a construção de Goiânia, por certo que teve suas repercussões no destino sócio-econômico-político de Catalão e, como de fato, no restante dos municípios goianos. Há, todavia, que se reconhecer que durante a construção da capital dos goianos, grande soma em recursos deixou de ser repassada aos municípios, justamente, para dar rítimo ao empreendimento da nova capital. 

O mês de fevereiro

A edição de n. 2 da Revista Oeste, em março de 1943, trazia uma matéria entitulada "O mês de fevereiro na história de Goyas" e o texto fazia menção a um importante evento ocorrido em Catalão com repercussão na economia do município e do estado. Vejam qual foi.



Hoje, essa ponte, se é que ela ainda existe, provavelmente estaria fora dos limites do município pelo fato de vários distritos terem alcançado a emancipação política elevando-os à condição de cidade.




Ponte da Rede Mineira

No mês de abril de 1943 esta fotografia foi publicada no número 3 da Revista OESTE.

Uma estrada

Fotografia publicada em abril de 1943, na edição de nº 3 da revista "OESTE". De acordo com a legenda, trata-se de uma estrada construída no município de Catalão. A imagem não é das melhores pois que fora impressa pelo sistema de clichê que é uma peça que se assemelha a um carimbo só que de metal onde a imagem a ser impressa é gravada. O curioso a notar é que na página onde está a fotografia nãoexiste alusão alguma a Catalão, exceto a legenda da própria fotografia.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Informação Goyana

Definida em seu frontispício como “Revista mensal, ilustrada e informativa das possibilidades do Brasil Central”, A Informação Goyana veio à luz pelas mãos de Henrique Silva e Americano do Brasil em agosto de 1917. Foi dirigida por seus criadores até março de 1918, ficando, porém, sob a direção apenas de Henrique Silva a partir dessa última data até maio de 1935, quando foi publicado o seu último número.
Enfeixado em seis volumes, duzentos e treze fascículos, publicados sem interrupção, integram a coleção completa desse periódico, composto de modo adequado e impresso em papel de muito boa qualidade, segundo o testemunho da época, ou seja, o testemunho de seus leitores e da imprensa nacional.
Ao estampar o Brasil Central, mas especialmente o estado de Goiás, em suas mais de mil páginas, os escritores d’A Informação Goyana pretenderam tornar Goiás conhecido “lá fora”, O idealizador d’A Informação Goyana - Henrique Silva - não mediu esforços no sentido de divulgá-la. Em outros termos, a Revista circulou na Capital federal, em Goiás, nos principais estados do País e para além deste, ou seja, em alguns países estrangeiros de 1917 a 1935. (Profª Dra. Maria de Araújo Nepomuceno UCG)

A produção dos municípios goyanos

Na Edição nº 1 de 15 de Agosto de 1917 da revista "A Informação Goiana" uma matéria traçava o perfil do potencial produtivo dos municípios goyanos. Catalão foi citado, vejam:


Observação: vale dizer que o município de Catalão, na época citada no texto, abrangia uma área muito maior que hoje (extendia-se até Santa Cruz) e englobava povoamentos que mais tarde viriam a ser cidades como Goiandira, Ouvidor, Davinópolis, etc. Daí a população atingir a marca, naquele tempo, de 40.000 habitantes. A distância de 420 km da capital, evidentemente, trata-se da cidade de Goiás e o trajeto, certamente, era outro.

No Rio Veríssimo

Naquela mesma edição, um artigo muito interessante destacava um dos rios que banham o município de Catalão.

A Educação em Goyaz

No número 4, de 15 de novembro de 1917, a revista "A Informação Goyana" publicava uma matéria sobre a educação em Goyaz. Entre os municípios enfocados na matéria, Catalão recebeu o seguinte comentário:

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cartas de Getulio Vaz ao Senador Antônio Ramos Caiado

Os tres documentos a seguir fazem parte do Arquivo Pessoal de Pedro Ludovico Teixeira. São expedientes encaminhados por Getúlio Vaz ao então senador Antônio Ramos Caiado, nos quais o autor denuncia uma série de eventos de natureza criminosa cometidos por pessoas de notório destaque na vida política de Catalão e solicita providências. Os documentos são de outubro e novembro de 1929.
(clique nas imagens para ampliá-las)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Em viirtude dos fatos acima...

...no dia 14 de novembro de 1929 o Presidente do Estado de Goyas Sr. Alfredo Lopes de Moraes, baixou o decreto de nº 10.553 determinando, nos termos do artigo 115 da Constituição Política do Estado que o juiz de direito de Santa Rita do Paranayba, Dr. Clóvis Roberto Esselin fosse transferido para Catalão a fim de promover a devida apuração dos fatos com a consequente formação de culpa e pronúncia dos criminosos, com recurso necessário para o Superioor Tribunal de Justiça. Determinou, também, que o Promotor Público da Comarca de Rio das Pedra, Dr. Nicanor Faria e Silva, acompanhasse o juiz Dr. Clóvis durante as apurações dos acontecimentos. 

Convite

Estão todos convidados para o lançamento do Livro "Paisagem com Cavalo" de autoria do catalano Halley Margon Vaz Jr., em Goiânia, dia 3 de novembro na Livraria Saraiva.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Gente da Nossa Terra (12)


Nasr Nagib Faiad Chaul nasceu em Catalão, GO, no dia 30 de maio de 1957. Filho de Rômulo Chaul e Esmeralda Fayad Chaul (irmã de Odete Faiad). É formado em Direito pela Faculdade Anhangüera de Ciências Humanas. Licenciado e pós-graduado em História pela Universidade Federal de Goiás e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo. É coordenador geral de pós-graduação e pesquisa da UFG. Pertence ao Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e ao Instituto de Pesquisas e Estudos Históricos do Brasil Central. Presidente da Fundação Cultural Pedro Ludovico, no governo Marconi Perillo. Escreve artigos para o jornal O Popular e é articulista do jornal desde 1996. Fez letras para vários músicos goianos em cerca de 300 composições. Publicou inúmeros textos e artigos em revistas, suplementos e cadernos de pesquisa. Publicou como co-autor o livro Arquivos Cartoriais, organizado pela prof.ª Dalísia Doles, publicado pela UFG em 1984 e como coordenador em conjunto com o prof.º Paulo Ribeiro, o livro Goiás: identidade, paisagem e tradição, UCG, 2001. Coordenou o livro Goiás: 1722-2002, que veio a ser o livro oficial do Governo do Estado. Recebeu a medalha Peregrino Júnior, 2000, troféu AFLAG e Otavino Arantes, ambos em 2002; medalha Veiga Valle, UBE, Rio de Janeiro (2000 e 2003).


Obra – A construção de Goiânia e a transferência da capital. Editora Cegraf, 1989; História política de Catalão, ensaio, em parceria com Luiz Palacin e Juarez Barbosa, 1994; Caminhos de Goiás – da construção da decadência aos limites da modernidade, ensaio. Goiânia: Editora da UFG, 1997, 2ª edição em 2001; Caramujos contemporâneos da modernidade, crônicas. Goiânia, 1998; Coronelismo em Goiás: estudos de casos de família (coordenador). Goiânia: Editora Kelps, 1998.

Durante a gestão de Nasr Chaul a frente da AGEPEL, não foram poucas as iniciativas que deram um novo alento às mais diversas manifestações culturais de Goiás. Festivais de cinema, de música, o teatro, o folclore festivo-religioso, o turismo cultural mereceram especial atenção e, em vários setores, levaram Goiás a ser incluído no circuito de eventos de âmbito nacional. Em um outro enfoque, o resgate da memória histórica de Goiás, via jornalismo literário, político, econômico e geográfico, também mereceu especial atenção da Agepel sob a batuta de Nasr Chaul. Fruto desse esforço foi a reedição, no formato digital, de importantes veículos da imprensa estadual tais como o jornal “Matutina Meyapotense”, o primeiro jornal editado no estado de Goiás; a revista “OESTE” especializada em matérias literárias; tem, também a revista “A Informação Goyana”; e um completo acervo de documentos pertencentes ao arquivo pessoal de Pedro Ludovico e Venerando de Freitas. Vale lembrar que, no caso do jornal e das revistas, todas as edições compõem o CD referente a cada um dos periódicos.

Felizmente, fui agraciado por Nasr Chaul, com um exemplar de cada dos trabalhos mencionados acima e, a partir desta semana, farei publicar aquilo que de mais interessante puder selecionar entre milhares de arquivos e que façam referência a Catalão. De fato, cada volume é de uma riqueza imensurável, sendo, portanto, um documental de toda uma época, imprescindível a todo pesquisador seja de história, da política, dos costumes, da economia, da lingüística, da língua portuguesa, da geografia, etc.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Gente da nossa terra (11)


Antônio Miguel Jorge Chaud nasceu em Catalão em 22 de maio de 1923 filho de Miguel Antônio Chaud e D. Cauqueb Chaud. Estudou o curso primário no Externato Santana, dirigido por Rosentina de Sant’anna, a Da. Yayá. O ginásio foi concluído no Colégio Oriental, em São Paulo. Estudou inglês na Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa e espanhol na Câmara de Comércio Brasileiro-Chilena e no Instituto Cultural Brasileiro-Argentino, ambos em São Paulo. Concluiu o curso de contador na Escola de Comércio Álvares Penteado e fez o curso de Sociologia e Política na Universidade de São Paulo.
Terminado os estudo regressou a Catalão e em dezembro de 1947 casou-se com Maria Sampaio Nogueira e deste casamento nasceram 8 filhos: Heloísa, Eliane, Carmem, Denise, Aline, Antônio Guilherme, Ricardo Luís e Luciene.
Educador nato, sua dedicação à instrução é inquetionável. Sua carreira como professor teve início ainda em São Paulo, primeiro no Curso de Madureza (supletivo) Patriarca e depois no Colégio Anglo Latino.
De 1945 até sua aposentadoria foi professor do Col. Mãe de Deus;
Em 1948 fundou o Ginásio Presidente Roosevelt (posteriormente Escola Paroquial);
Entre 1961 e 1981 foi professor do Estadual João Netto de Campos sendo ali diretor de 1962 a 1964;
De 1952 a 1966 foi professor do Colégio Comércial Wagner Estelita Campos;
Em 1979 foi professor no Centro de Formação de Professoras Primárias (onde hoje está o Campus Catalão da UFG);
Foi prefeito indicado pelo interventor do Estado Gal. Xavier de Barros, em 1946 e, na década de 1950, assumiu, novamente, o cargo de prefeito, porém, desta feita, pelo voto direto. Nesta oportunidade (1956) recebeu das mãos do Presidente da República Juscelino Kubistchek premiação que reconhecera Catalão como um dos 5 municípios de maior crescimento do país. Foi, também, Secretário da Indústria e Comércio durante o mandato do Marechal ribas Júnior.
Foi o idealizador de grandes empreendimentos empresariais com destaque para uma Refinaria de Açúcar (onde hoje funciona uma loja de material de construção, na esquina da Av. João XXIII, em frente à Rádio Cultura); dirigiu a Rádio cultura de Catalão, a Rádio Independência de Goiânia e Independência de Brasília. Presidiu o CRAC, fundou a Associação Comercial de Catalão. Ocupava a cadeira de nº 5 da Academia Catalana de Letras cujo patrono é Galeno Paranhos. Deixou dois livros escritos: Imigrantes em Catalão e Memorial do Catalão.
Professor Chaud faleceu no dia 10 de março de 2006



(Extraído do jornal "Matutina Meyapotense" Edição nº 10 de 6 de abril de 1830)

Matutina Meyapotense

O Matutina Meyapontense, jornal fruto da inquietação do Comendador Joaquim Alves de Oliveira, circulou entre os anos de 1830 e 1834 na então culta e próspera Meia Ponte, hoje Pirenópolis. O recorte a seguir foi extraído da edição nº 8 de 30 de março de 1830 e traz algumas curiosidades.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Formandas do Mãe de Deus

Duas turmas de formandas do Colégio Mãe de Deus, na década de 1950. Na primeira fotografia, entre as alunas, acusamos as presenças de Maria Esperidião, Círia Salles, Maria Augusta Barbosa, Aparecida Camargo, Ísis e outras e as professoras Mussolina Araújo, Maria das Dores Campos, a madre diretora Maria de Jesus, a madre superiora Augustinha e a madrinha Da. Nazira Safatle.

Na segunda fotografia, entre as formandas estão Edith Holl, Zila Lucas, Aldanice Borges, Conceição Lucas, Déa (futura esposa de Sebastião Rodrigues de Paula), Odete simão, Clélia Caiado, Ivete, Irene do Maurílio, o profesor Antônio Chaud, as professoras Mussolina Araújo e Maria das Dores Campos, as madres Maria de Jesus e Augustinha e a Madrinha Mirtes Holl.
Uma curiosidade: Mussolina de Araújo, filha de Lí de Araújo, tem um irmão, já falecido, cujo nome era Mussolino. Ao completar a maioridade Mussolino mudou seu regitro no cartório e passou a se chamar Carlos Alberto.
Se você leitor (a) reconhece mais alguém, deixe um comentário.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Monte Castelo

A imagem acima é uma representação gráfica de Monte Castelo, na Itália e local onde a FEB - Força Expedicionária Brasileira - com vários catalanos fazendo parte de suas fileiras, esteve presente durante a II Guerra Mundial.
A Batalha de Monte Castello foi travada ao final daSegunda Guerra Mundial, entre as  tropas aliadas e as forças do Exército alemão, que tentavam conter o seu avanço no Norte da Italia. Esta batalha marcou a presença da Força Expedicionária Brasileira (FEB) no conflito. A batalha arrastou-se por três meses, de 24 de novembro de 1944 a 21 de fevereiro de  1945 durante os quais se efetuaram seis ataques, com grande número de baixas devido a vários fatores, entre os quais as temperaturas extremamente baixas. Quatro dos ataques não tiveram êxito, por falhas de estratégia.

Noticias do Front

As duas imagens a seguir são as primeiras páginas de O Globo. A primeira é de novembro de 1944 e a segunda de abril de 1945. Ambas trazem notícias da II Guerra Mundial. Na primeira imagem a manchete faz menção a atos de bravura e heroísmo do soldado brasileiro na frente de batalha. Uma outra matéria tem o título "Nas mãos de 4 grandes potências a paz do mundo" e cita a Conferência de Dumbarton Oaks. Esta conferência trata-se, na realidade, de uma série de conferências realizadas quase no fim da II Grande Guerra entre Agosto e Outubro de 1944. Esta reuniu primeiro os EUA, o Reino Unido e a URSS e, mais tarde, os EUA, o Reino Unido e a República da China. Foi nestas conferências que se delinearam os primeiros projetos daquilo que viria a ser as Nações Unidas e a comunidade internacional do pós-guerra.
Estes quatro países, juntamente com a França (então ainda ocupada pelo III Reich) viriam a constituir o grupo dos membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Na segunda imagem a manchete tem o titulo "Rendeu-se a FEB toda uma divisão da Wehrmacht".
Wehrmacht é um termo alemão que significa "Força de Defesa", e que pode ser entendido como meios/poder de resistência) foi o nome do conjunto das forças armadas da Alemanha durante o Terceiro Reich entre 1935 e 1945 e englobava o Exército (Heer), Marinha de Guerra (Kriegsmarine), Força Aérea (Luftwaffe) e tropas das Waffen SS (que apesar de não serem da Wehrmacht, eram frequentemente dispostas junto às suas tropas).
Outras matérias dão conta do fuzilamento e Benito Mussolini e de que Hitler teria morrido em seu QG, em Berlim. Vários catalanos estiveram no front italiano e um deles, Ademar Ferrugem, morreu em combate.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

No CRAC

Carlos Goulart e Fátima, Mário de Almeida e... Década de 1960 no salão do CRAC.

Pensão Esperança

Pensão Esperança que pertencia a Dalila Guimarães e que foi vendida, posteriormente, para Júlia Leite que constituiu o Mara Hotel e mais tarde, sob nova administração, passou a Hotel Matriz. Fica na Praça D. Emanuel.

José Marcelino

O casal José Marcelino e Da. Lucília Policena da Silva. Eles são os pais, entre outros, de Jaime, Jamil, Júlio, Lúcia.

O pitoresco, o impensável

O pitoresco sempre esteve presente na história de uma sociedade. Ele sempre caminha lado a lado com aquilo que desde cedo fomos educados a aceitar como normal, padrão, regra, etc. Ser ou não normal, do ponto de vista social envolve, evidentemente, uma discussão filosófica a qual, por motivos óbvios, deixarei de lado. Durante anos e anos sempre ouvi dizer que um certo senhor, aqui de Catalão, havia confinado, se é que podemos dizer assim, sua camionete em uma garagem sem porta. Entendendo: ele colocou o veículo numa determinada área de sua residência e construiu paredes em volta dele lá deixando-o à mercê da ação do tempo. Dia desses, passando em frente à residência desse senhor, que por sinal está em reforma, e vi a tal camionete, exatamente, no local onde ouvira falar que ela estava: em uma garagem sem porta. Vejam as fotografias a seguir.


Com a reforma em andamento, a camionete foi retirada de seu confinamento. Para onde? Bem, essa resposta será posteriormente divulgada.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ausência

Amigos leitores.
Pelos próximos 5 dias estarei ausente.
Nesse período deixarei de publicar novas fotografias.
E na semana que vem retornarei com mais novidades sobre a história do NossoCatalão. Até lá, bom feriado a todos e que Nossa Senhora do Rosário nos abençoe. Amém! 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Tropeiro, caminhoneiro...

De acordo com historiadores, especialistas em História do Brasil, a primeira atividade que proporcionou a formação de riqueza, de capital foi a de Tropeiro. Hoje as pessoas compram pela internet, comunicam-se pela internet, negociam pela internet, prestam serviços pela internet. À época dos tropeiros eram eles que transportavam mercadorias, levavam e traziam correspondência, negociavam, serviam de mediadores e acumulavam riqueza. Foi a partir do capital acumulado por tropeiros que se deu início, por exemplo, às primeiras usinas de cana de açúcar; depois, às primeiras lavouras de café; em seguida, às primeiras casas bancárias, ferrovias, etc.
A profissão de caminhoneiro, em relação ao tropeiro, guarda suas semelhanças, principalmente no que se refere ao transporte de mercadorias e acúmulo de riqueza. Houve um tempo em que a profissão era bem melhor remunerada. Em contrapartida, as condições de trabalho eram extremas, a julgar pela condição das rodovias. De acordo com Jairo Guerreiro, que aparece na fotografia acima, encostado no FNM à direita, chegava-se a ficar 60 dias longe de casa. Nas empreitadas rumo ao nordeste, por exemplo, de acordo com ele, enviava-se mensagem telegráfica aos familiares dizendo algo assim: "Fiz boa viagem. Sigo para Fortaleza". Afirmo que no processo de interiorização do Brasil, o caminhoneiro exerceu papel de grande importância. Na fotografia acima, Jairo revelou-me estar nos arredores de Milagres ou Vitória da Conquista, por volta do final da década de 1960, iníco de 1970. Contava ele, então, vinte e poucos anos. A carga? Charque, mercadoria muito consumida, principalmente no nordeste e que tinha alto valor. De acordo com ele, o caminhão que aparece na imagem pertencia ao Sr, Wilson Mendes e que, quem o comprou Zero Km teria sido o Sr. Adi Elias, pai do Jorge Elias, do Ivo e do João e tio do ex-prefeito Adib Elias. Posteriormente o vendera ao Sr. Wilson Mendes.Os outros caminhoneiros que aparecem são de Ipameri, da família Pacheco e viajavam em uma espécie de comboio, justamente para prestar auxílio, quando necessário, ao companheiro.
E foi dentro da boléia que Jairo e tantos outros profisisonais das estradas, adquiriram o sustento de suas famílias ou, em vários casos, acumularam o suficiente para se estabelecerem, comercialmente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Documentos

As imagens a seguir são documentos muito interessantes. São cópias de telegramas enviados à então diretora do Mãe de Deus, Madre Esperança Garrido. No primeiro, o chefe do gabinete do Ministro da Educação e Saúde, Sr. Carlos Drumond de Andrade, agradece as orações pelo pronto reestabelecimento do presidente Getúlio Vargas e, no segundo, novamente, o Sr. Carlos Drumond de Andrade agradece pelos festejos em comemoração ao aniversário de Getúlio Vargas. Ambos são de 1948. (extraído de "História que se torna vida" de Mª da Glória Rosa Samapaio e Eriziane Moura Silva Rosa)
Todavia, há um conflito de datas uma vez que, em 1948 o presidente era Eurico Gaspar Dutra (1945 - 1951) e Drumond foi chefe de Gabinete do Ministro Gustavo Capanema, em 1934. A menos que o funcionário responsável pelo preenchimento do formulário (de cor laranja) tenha escrito "48" por engano, ao invés de "38".

Internato do Mãe de Deus

Em 1922 o internato do Mãe de Deus contava apenas 3 alunas. Em pouco tempo, entretanto, a seriedade e qualidade do ensino tornaram o colégio muito conceituado fazendo com que os pais fazendeiros das cidades vizinhas e região sentissem animados em colocar suas filhas sob a vigilância e o ensino da irmãs. Logo o número de alunas internas saltou para 120, das mais variadas idades.
Os pais pediam as vagas para suas filhas, faziam o pagamento do semestre adiantado, providenciava o enxoval e as matrículas eram efetivadas, já sabendo, que o período de férias era nos meses de dezembro a fevereiro e 15 dias, no mês de julho. E para as semi-internas, os procedimentos eram os mesmos.
As internas deviam trazer:
2 cobertores
2 colchas brancas
6 lençóis
4 fronhas
2 toalhas de banho
6 camisas de dia
6 camisas de dormir
12 lenços brancos
6 guardanapos
8 pares de meias pretas
4 pares de meias brancas
3 toalhas de rosto
6 calças brancas
4 saias brancas (anáguas)
2 véus(1 preto e 1 branco)
1 par de luvas brancas
2 sacos para roupas usadas
2 pares de sapatos (1 preto e 1 branco)
2 pares de sapatilhas ou chinelos
3 aventais, segundo o modelo do Colégio
1 uniforme de gala, segundo o modelo do Colégio
1 uniforme diário, segundo o modelo do Colégio
2 pentes
2 escovas de dentes
1 escova de roupas
2 caixas de graxas para sapatos
1 sombrinha branca
1 talher de metal branco
1 copo e colher para chá
1 chapéu para passeio, trocado mais tarde pela boina.
Em todo o enxoval deveria constar o monograma e o número correspondente, de cada aluna.
As alunas deviam escrever, semanalmente, as suas famílias e poderiam receber visitas, aos domingos, e dias feriados, das 11, às 14 horas.A fotografia acima mostra as alunas internas no ano de 1930. (extraído de "História que se torna vida" de Mª Da Glória Rosa Sampaio e Eriziane Moura)