segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Tropeiro, caminhoneiro...

De acordo com historiadores, especialistas em História do Brasil, a primeira atividade que proporcionou a formação de riqueza, de capital foi a de Tropeiro. Hoje as pessoas compram pela internet, comunicam-se pela internet, negociam pela internet, prestam serviços pela internet. À época dos tropeiros eram eles que transportavam mercadorias, levavam e traziam correspondência, negociavam, serviam de mediadores e acumulavam riqueza. Foi a partir do capital acumulado por tropeiros que se deu início, por exemplo, às primeiras usinas de cana de açúcar; depois, às primeiras lavouras de café; em seguida, às primeiras casas bancárias, ferrovias, etc.
A profissão de caminhoneiro, em relação ao tropeiro, guarda suas semelhanças, principalmente no que se refere ao transporte de mercadorias e acúmulo de riqueza. Houve um tempo em que a profissão era bem melhor remunerada. Em contrapartida, as condições de trabalho eram extremas, a julgar pela condição das rodovias. De acordo com Jairo Guerreiro, que aparece na fotografia acima, encostado no FNM à direita, chegava-se a ficar 60 dias longe de casa. Nas empreitadas rumo ao nordeste, por exemplo, de acordo com ele, enviava-se mensagem telegráfica aos familiares dizendo algo assim: "Fiz boa viagem. Sigo para Fortaleza". Afirmo que no processo de interiorização do Brasil, o caminhoneiro exerceu papel de grande importância. Na fotografia acima, Jairo revelou-me estar nos arredores de Milagres ou Vitória da Conquista, por volta do final da década de 1960, iníco de 1970. Contava ele, então, vinte e poucos anos. A carga? Charque, mercadoria muito consumida, principalmente no nordeste e que tinha alto valor. De acordo com ele, o caminhão que aparece na imagem pertencia ao Sr, Wilson Mendes e que, quem o comprou Zero Km teria sido o Sr. Adi Elias, pai do Jorge Elias, do Ivo e do João e tio do ex-prefeito Adib Elias. Posteriormente o vendera ao Sr. Wilson Mendes.Os outros caminhoneiros que aparecem são de Ipameri, da família Pacheco e viajavam em uma espécie de comboio, justamente para prestar auxílio, quando necessário, ao companheiro.
E foi dentro da boléia que Jairo e tantos outros profisisonais das estradas, adquiriram o sustento de suas famílias ou, em vários casos, acumularam o suficiente para se estabelecerem, comercialmente.

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