terça-feira, 17 de maio de 2011

Clube Agrícola

Em 1.956, o Ministério da Agricultura, na pessoa do ministro Mário Meneghetti, fundou, organizou e registrou os clubes agrícolas para as escolas do ensino secundário do país.
O Clube Agrícola, era um Grêmio de iniciativa espontânea direcionado às crianças e jovens de sete a dezoito anos. Deviam ser orientados por professores, agrônomos, veterinários ou fazendeiros no sentido de melhor o ambiente e a vida rural.
Devia também funcionar junto às escolas e desenvolver a iniciativa individual e a atuação coletiva.
Na realidade, os seus objetivos específicos eram desenvolver nas meninas e moças, o amor às coisas da terra despertando o gosto pelas atividades agrícolas e economia doméstica.
Por essa ocasião fazia parte do currículo a disciplina Higiene e Puericultura, despertando os hábitos de vida saudável: alimentação sadia, higiene trabalho, diversão e repouso, além da compreensão da verdadeira significação do lar, da economia, do espírito de cooperação, dos problemas familiares, da escola e de outras instituições, além do espírito patriótico.
Era um clube de número ilimitado de sócios, a quem cabia o dever de contribuírem com uma mensalidade, promoverem festividades, para a arrecadação de fundos, além de buscá-los nos órgãos públicos ou pessoas da família.
As atividades fundamentais dos clubes agrícolas eram as seguintes: produção- horta, pomar, jardim, pequena lavoura, defesa sanitária, vegetal e animal, criação de pequenos animais, industriais e rurais.



Alunas em atividade no Clube Agrícola

Alunas cuidando da horta do Clube Agrícola

Os sócios podiam vender suas produções, promoverem excursões, exposições, visitas, montarem uma biblioteca, um museu, teatro de bonecas, de máscara, de sombra, bandinha rítmica, clube de mães, recortes, carpintaria, flandaria, cerâmica, etc. Sua primeira diretoria era assim composta: diretora Irmã Maria Lúcia Resende; presidente- irmã Maria José Silva Araújo; secretária- aluna Maria do Rosário Paranhos; tesoureira- aluna Maria Aparecida Pereira;zeladoras- as alunas, Maria Clô Medeiros, Clóris Paranhos e Maria Elza Cardoso. Escolheram e prepararam o seguinte para o s seus trabalhos: um terreno de 80 x 60 m para o galinheiro e o chiqueiro; um terreno de 70 x 50 m para cultivarem hortaliças; um terreno de 15 x 8 m para o jardim. Requereram do serviço de Informação Agrícola do Ministério da Agricultura e foram atendidas através da Secretaria do Estado de Educação com as ferramentas: oito enxadas, quatro enxadões, quatro ancinhos, seis tachos, doze colheres de sopa, quatro pás, além de serrote, tesouras de poda e grama, foice, martelo, torquês, canivete, facão, carrinho de mão regadores e uma chocadeira. Compraram porcos para engorda e ovos para iniciarem a produção de aves. O pomar já estava formado e dele as alunas usufruíam. Os doces elas faziam com os frutos do pomar, comiam das aves, ovos e do porco as carnes e banha e faziam sabão de bola dos torresmos. O Clube Agrícola do Mãe de Deus tinha o nome de "Brasil Futuro". (Extraído de "História que se torna vida" de Mª da Glória Rosa Sampaio e Eriziane de Moura Silva Rosa)





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