sábado, 12 de maio de 2012

Amigos.
Acredito que, através do NOSSOCATALAO, eu esteja, de alguma forma, prestando um serviço à comunidade, permitindo, democraticamente, que as pessoas tomem conhecimento de fatos e pessoas que fizeram e fazem a nossa história. Acho, ainda, que não somente eu, mas todos têm um compromisso de fomentar o debate, oferecendo informações, dados e opiniões sobre os assuntos e questões que achar pertinentes. Publico abaixo e-mail que recebi de um amigo, morador do Pontal Norte, o qual expressa uma preocupação das mais sérias. Leiam com atenção.

Senhores bom dia,

                Primeiramente parabéns pelos ótimos trabalhos realizados em seus blog`s, sou um leitor assíduo e tenho o costume de visitar cada um dos blog`s. Sou defensor da valorização das pratas da casa, sites da nossa cidade são prioridade para mim e todos a quem recomendo leitura. Há um fato que ocorre em Catalão que esta me deixando com uma pulga atrás da orelha, é o mal cheiro que surge aqui na cidade todos os dias por volta das 18 e se estende até as 20 horas. Converso frequentemente com as pessoas e percebi que muitas dela não sabem a origem e confundem o mal cheiro com esgoto, proeza do vizinho, cheiro de barata e por ai vai. O que me deixa encucado é que se fosse algumas dessas causas, como o esgoto, esse cheiro seria constante e não somente neste horário.
                Ainda por cima, percebi que quarta e quinta feira o cheiro não apareceu e feliz da vida fui assistir ao jogo do Fluminense e Internacional pela Libertadores. Findado o jogo, por volta da zero hora de hoje, percebi o terrível cheiro novamente. A impressão que tive foi que esse cheiro é programado, como uma espécie de processo, ou seja, alguma coisa (ou empresa) tentando mudar o horário de liberação de carga ou mesmo fase do processo para que a população não percebesse.
                O problema é justo esse ai, senhores. Não percebemos algo e situações que estão a nossa volta. Eu defendo a ideia que esse mal cheiro seja investigado e publicado a origem para que possamos tratá-lo antes que algo mais sério aconteça. Quando falo algo mais sério, me refiro a tragédias que aconteceram, acontecem e virão a acontecer no decorrer do mundo. Os habitantes de Bhopal, Índia, nunca imaginariam que a empresa Union Carbide iria liberar gases tóxicos e contaminar o solo e a água da região. O habitantes de Chernobyl, Ucrânia, também sofreram por negligências técnicas na usina nuclear e até hoje são testemunhas de cidades abandonadas e bebes deformados.
                Pode parecer que estou abusando, priorizando muito o fato, falando bobagens mas não gostaria de virar estatística, de um me transformar em uma vítima de alguma empresa estrangeira que finge se preocupar com o meio ambiente e a sociedade. A verdade é que o progresso da região se deve a história destas empresas aqui na cidade e certamente não teríamos a qualidade de vida aqui sem elas. Mas até que ponto podemos concordar com rejeitos a céu aberto, liberação de gases e até mesmo de uma cheiro insuportável nos arredores da cidade, que atingem toda a população.
                Hoje é comum crianças com doenças respiratórias, alergias e tudo mais. Cada vez mais, nós, adultos percebemos e simplesmente pensamos: ``Daqui a pouco esse cheiro passa. Vamos ficar dentro de casa e fechar as portas e janelas``. Espera aí. Estou me trancafiando dentro de casa porque no quintal há um cheiro que eu não sei de onde vem, se é prejudicial ou não e, o pior de tudo, não sei se vai acabar. Acredito que é meu direito de cidadão propor uma investigação e levá-la até onde for necessário para exigir nossos direitos. Acredito no futuro da sociedade, que a corrupção um dia acabe e que Catalão seja considerada a melhor cidade do interior de Goiás, mas para isso, deve existir uma cidade limpa e bonita, sem nada escondido.
                A única coisa que peço é que esta ideia seja vinculada aos seus canais de comunicação, para que a população tome ciência do que está acontecendo  e que juntos, nossa voz será ouvida de mais longe e certamente alguma atitude será tomada.

Desde já agradeço pela atenção,
Bruno Rodrigues de Oliveira

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