
Randolfo Campos deixou um caderno de manuscritos contendo 54 poesias. A seguir, trechos de sua obra.
Melancolia (São Gotardo, sua terra natal, em 1897)
Vida! Que és tu sinão um caos imenso
Donde brotando estão a cada instante
Num referver terrível, cruciante
Dores atrozes, sofrimento intenso!
XI de Outubro (Catalão, em 1899 – dedicada a Benildes Donai Victor Rodrigues, sua 1ª esposa)
Ao murmúrio das águas que deslisam
Como cantava o poeta à sua amada
O dia do teu amor eu cantava
Numa alegre canção viva inspirada
Esperança (São Gotardo, em 1897)
A esperança é a estrela brilhante
Que aparece nas trevas da vida
Que consola-nos a alma abatida
Estimula a coragem expirante.
Dedicatória (soneto dedicado a Beni, então sua esposa)
Pois que tu és minha companheira
Em cujo peito esta alma achou guarida
Achando o puro bem que desejava
E mais se estima nesta curta vida.
Randolfo Campos, nascido em São Gotardo – MG, em 1873, filho de José da Silva Campos e Joaquina Lina de Campos, foi, também, músico. Tocava acordeon e violão e foi durante as aulas de acordeon que ministrava para a jovem Benildes, que surgiu o romance e dele o casamento do qual nasceram os futuros advogados Tharsis e Jairo Campos, este último veio a ser desembargador no Paraná. Habilitado em concurso público, ocupou, vitaliciamente, com extremado zelo o cargo de 2º Tabelião e oficial do Registro Geral das Hipotecas. Do casamento com Beni, além de Tharsis e Jairo, nasceram Clóvis (falecido com 4 anos), Áurea (falecida com 2 anos). Em 1919, morando no Rio de Janeiro, Da. Benildes faleceu e, de volta a Catalão, em 1922, Randolfo casou-se com Da. Henriqueta Borges Campos e dessa união vieram ao mundo Heber Campos e os gêmeos Maria José e José Mário. De 1930 a 1934 foi prefeito interino. É o patronoda cadeira XI da Academia Catalana de Letras, que depois foi ocupada por Maria das Dores Campos.
A biografia de Randolfo Campos é extensa, como extenso é o legado que ele deixou para os catalanos que advogam ou pretendem advogar as grandes causas sociais.
(Extraído de "Gente Nossa" de Maria das Dores Campos)
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